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Falha na manutenção pode ter causado queda de caça britânico avaliado em R$ 134 milhões

há 11 horas
2 min de leitura
Foto: Flt Lt Paul Heasman RAF/MOD – OGL v1.0
Foto: Flt Lt Paul Heasman RAF/MOD – OGL v1.0
Uma possível falha durante os procedimentos de manutenção pode estar relacionada à queda de um jato militar Hawk T2, da Força Aérea Real Britânica (RAF), avaliado em aproximadamente 20 milhões de libras, o equivalente a R$ 134,6 milhões. Informações divulgadas pela imprensa britânica apontam que a aeronave teria decolado sem a tampa do tanque de combustível, após um esquecimento da equipe responsável pelos serviços em solo.
O acidente ocorreu em 23 de setembro, nas proximidades da base aérea RAF Valley, na ilha de Anglesey, no norte do País de Gales. Pouco depois da decolagem, o jato apresentou problemas, perdeu estabilidade e caiu em uma área agrícola, provocando uma grande explosão.
Os dois ocupantes, um piloto experiente e um militar em treinamento, conseguiram acionar os mecanismos de ejeção antes do impacto. Ambos desceram de paraquedas e sobreviveram com ferimentos leves.
Segundo relatos de testemunhas, a aeronave apresentou um comportamento irregular durante a subida, com movimentos bruscos e sinais de fogo. Após a ejeção dos tripulantes, o jato perdeu altitude rapidamente e atingiu o solo, formando uma grande bola de fogo e uma coluna de fumaça escura.
A queda aconteceu nas proximidades da comunidade de Pencarnisiog, a poucos metros de propriedades residenciais e de uma área utilizada por turistas. Apesar da violência da explosão, não houve registro de vítimas em solo.
Tampa do tanque de combustível está entre as suspeitas
De acordo com informações publicadas pelo jornal britânico The Sun, os investigadores identificaram que a tampa do tanque de combustível não havia sido recolocada antes da decolagem.
A ausência da peça passou a ser considerada um elemento importante na apuração das circunstâncias do acidente, levantando questionamentos sobre os procedimentos de inspeção e segurança adotados durante a preparação das aeronaves.
Uma fonte ouvida pelo jornal classificou a situação como um sinal preocupante em relação aos padrões de qualidade da manutenção.
Entretanto, ainda não existe confirmação oficial de que a ausência da tampa tenha sido a causa determinante da queda. Os investigadores também analisam a possibilidade de problemas mecânicos, incluindo uma eventual falha no motor.
Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, o Hawk T2 realizava um voo de teste após um incidente anterior, registrado em 11 de setembro.
A aeronave teria permanecido no ar por aproximadamente 20 segundos antes de perder o controle e cair.
Pilotos evitaram tragédia em área residencial
Um dos aspectos destacados após o acidente foi a atuação dos dois tripulantes durante a emergência.
Ao perceberem os problemas na aeronave, os militares declararam situação de emergência e, segundo os relatos, tentaram afastar o jato das áreas habitadas antes de abandonar a aeronave.
Imagens registradas por testemunhas mostram os paraquedas se abrindo pouco antes de o avião mergulhar em direção ao solo.
A queda provocou uma explosão de grandes proporções, mobilizando equipes de emergência, bombeiros, policiais e serviços de resgate aéreo.
Embora o acidente tenha ocorrido nas proximidades de residências, não foram registrados ferimentos entre moradores ou danos generalizados às construções da região.

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