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Febre do Nilo Ocidental: entenda o que se sabe sobre a doença

  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura


A Febre do Nilo Ocidental voltou a chamar atenção no Brasil após a confirmação de novos casos da doença e do primeiro óbito registrado em Santa Catarina. Até esta segunda-feira (24), o país tinha quatro casos confirmados, sendo dois em Santa Catarina e dois em São Paulo, além de um caso provável em investigação no Piauí.

A doença é uma infecção viral aguda causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um arbovírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. As aves participam do ciclo de transmissão como reservatórios do vírus, enquanto os seres humanos podem ser infectados após a picada do mosquito.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando eles surgem, podem incluir febre, mal-estar, fraqueza, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e manchas na pele.

Em uma pequena parcela dos casos, a infecção pode evoluir para formas mais graves, com comprometimento do sistema nervoso central ou periférico. Entre as possíveis complicações estão encefalite e meningite, que podem provocar alterações neurológicas e exigir internação.

Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba após contrair a doença. O outro caso confirmado no estado foi registrado em Caçador, onde um homem de 56 anos recebeu atendimento e posteriormente teve alta hospitalar. Os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas.

São Paulo confirmou seus dois primeiros casos humanos da Febre do Nilo Ocidental. Os pacientes são uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, que se recuperou, e uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanecia internada. Os locais prováveis de infecção ainda estavam sob investigação.

Não há vacina nem tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e ao suporte médico nos casos mais graves. A prevenção envolve medidas para evitar picadas de mosquitos, como o uso de repelentes, roupas que cubram o corpo, telas e ações para reduzir locais favoráveis à proliferação dos insetos.

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Gazeta de Varginha

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