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Fiemg classifica mineração do lítio como a “redenção” do Vale do Jequitinhonha

  • 7 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

Flávio Roscoe acredita que exploração do lítio nas cidades da região vai alavancar desenvolvimento econômico e ajudar a conter problemas sociais


Foto: Divulgação/ Sigma -Presidente da entidade, Flávio Roscoe diz que a atividade pode compensar o fato de que a região foi abandonada por décadas no projeto de desenvolvimento do estado

O lítio é a grande oportunidade do Vale do Jequitinhonha. Em poucos anos, o Vale do Jequitinhonha deixará de ser a região mais pobre de Minas Gerais, para ser uma região de desenvolvimento médio – ou, até mesmo, superior às demais. Há uma grande perspectiva. O lítio é portador desse futuro , disse.
Roscoe compõe uma comitiva de empresários de Minas que está na China em busca de atrair investimentos ao estado . O governador Romeu Zema (Novo) também compõe o grupo.

Acredito que Minas Gerais tem tudo para se tornar uma grande potência mundial produtora de lítio – e, até mesmo, passar a Austrália em um futuro de 10 anos. Com isso, obviamente, vão ser geradas inúmeras oportunidades , completou o dirigente da FIEMG, em menção ao país da Oceania que, ao lado do Chile, lidera o ranking mundial de exploração do lítio.

O mineral é utilizado, por exemplo, para produzir baterias de carros elétricos. As 14 cidades mineiras com reservas do material formam o chamado Vale do Lítio.

Há mais de 60 empresas, hoje, pesquisando áreas de lítio no Vale do Jequitinhonha. Há duas ativas hoje: a Sigma e a Companhia Brasileira de Lítio (CBL). Existem várias outras em processos diferentes de pesquisa ou já começando o licenciamento. Vai ser, com certeza, uma enxurrada de investimentos. Estamos falando, nos próximos anos, de R$ 30 bilhões , projetou Flávio Roscoe.

Fórum é esperança para atrair investimentos

Na terça-feira (7), a FIEMG vai promover o “Brazil China Business Forum”, em um hotel de Xangai. Segundo Roscoe, a ideia é que, daqui para a frente, o evento aconteça anualmente a fim de apontar, a empresários asiáticos, as possibilidades de investimentos em Minas Gerais. Além do lítio, outros dois minerais – silício e nióbio – vão estar no carro-chefe das potencialidades do estado apresentadas aos chineses .

Segundo o dirigente, embora a China seja o principal parceiro comercial do Brasil, ainda há “muitas oportunidades a serem exploradas” na interlocução entre as duas nações. Para ele, Minas é fundamental a fim de ampliar o diálogo econômico dos países.

É uma ação de estreitar as relações. Já existem muitas relações, mas elas podem ser ampliadas , explicou.

De acordo com o presidente da FIEMG, mais de 100 empresas mineiras vão participar da conferência.

FONTE:FIEMG

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Gazeta de Varginha

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