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Florada recorde anima produtores e indica supersafra de azeite na Mantiqueira em 2026

  • 21 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Florada recorde anima produtores e indica supersafra de azeite na Mantiqueira em 2026
Divulgação
Produção de azeitona na Mantiqueira deve crescer em 2026, aponta Epamig.

Pesquisas realizadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) indicam perspectivas favoráveis para a produção de azeitonas e azeites na Serra da Mantiqueira em 2026. Os estudos avaliam desde a florada até fatores ligados à polinização, produtividade e qualidade dos frutos.

Um dos projetos em andamento, coordenado pela pesquisadora Carolina Zambon, analisa a biologia reprodutiva da oliveira, incluindo morfologia e viabilidade polínica. O trabalho integra o projeto APQ 06033-24, financiado pela Fapemig.

Segundo a pesquisadora, embora o cultivo comercial de oliveiras no Brasil seja recente, muitos pomares apresentam baixa taxa de frutificação. “Nosso objetivo é entender detalhadamente o comportamento da espécie nas condições climáticas mineiras, buscando maior estabilidade e crescimento da cultura”, explica.

Florada promissora e expectativa de supersafra
A florada atual é considerada um importante indicativo para a próxima safra. De acordo com Carolina, o inverno de 2025 registrou temperaturas baixas favoráveis ao desenvolvimento das oliveiras. Além disso, a estiagem não foi tão severa quanto no ciclo anterior.

Se as condições climáticas se mantiverem positivas, a projeção é de que a safra 2025/2026 supere amplamente os resultados do ano anterior, marcado pela bienalidade e impactos do clima.

Recomendações técnicas para os produtores
Os experimentos em andamento acompanham cultivares em diferentes fases do ciclo vegetativo. Alguns pontos já considerados comprovados pela pesquisa incluem:
  • Uso de cultivares polinizadoras:Devido à alta umidade no Brasil, recomenda-se o plantio intercalado de diferentes cultivares em linhas, o que favorece a polinização e permite a produção de azeites monovarietais.
  • Polinização por insetos:Embora a oliveira seja anemófila (polinizada pelo vento), estudos mostram que a polinização por insetos — sobretudo abelhas — tem maior destaque nas condições brasileiras.
  • Cultivares com florescimento coincidente:A sincronia na florada é essencial para a polinização cruzada e maior taxa de frutificação.
  • Evitar produtos fitossanitários na florada:A aplicação durante o período de flores abertas pode comprometer flores e polinizadores.
  • Adubação direcionada:Deve ser feita em fases específicas do florescimento e frutificação, para otimizar o desenvolvimento dos frutos.

A Epamig reforça que novos ciclos de avaliação ainda são necessários para entender completamente como as oliveiras respondem ao clima brasileiro, mas os resultados até agora são animadores para 2026.
Fonte: AgMinas

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Gazeta de Varginha

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