Funcionários e farmacêuticos são indiciados por morte de mulher intoxicada após erro em farmácia de manipulação em MG
19 de jan.
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fonte: o tempo
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta sexta-feira (16/1), o inquérito que apurou a morte de uma mulher de 59 anos após a ingestão de uma substância tóxica vendida de forma equivocada como manitol por uma farmácia de manipulação em Patrocínio, no Alto Paranaíba. Um funcionário e os farmacêuticos responsáveis pelo estabelecimento foram indiciados. O caso, registrado em junho de 2025, também resultou na intoxicação de outras seis pessoas.
De acordo com as investigações, a farmácia comercializou dez frascos de ácido bórico no lugar do manitol, medicamento diurético utilizado, entre outras finalidades, na preparação para exames de colonoscopia. A ingestão do ácido bórico, substância tóxica com aparência semelhante ao manitol, causou intoxicação exógena nas vítimas.
Segundo a PCMG, o ácido bórico é um composto utilizado como antisséptico e antifúngico, apresentado em forma de pó branco, incolor e inodoro. A ingestão oral pode provocar complicações graves, como acidose metabólica, insuficiência renal aguda e choque.
As apurações indicaram que o erro teve origem no fracionamento do produto. Imagens do sistema de segurança da farmácia mostraram o funcionário retirando o ácido bórico e realizando o fracionamento em dez frascos, sem a conferência adequada das etiquetas e da substância utilizada.
Na época, sete pessoas procuraram atendimento médico após apresentarem sintomas de intoxicação ao ingerir o produto adquirido para exames médicos. A mulher de 59 anos teve o quadro agravado e morreu no dia 13 de junho de 2025.
A perícia técnica da Polícia Civil apreendeu os frascos manipulados e confirmou, por meio de análise laboratorial, a presença de ácido bórico nos produtos comercializados pelo estabelecimento.
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