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“Refrigerante do Bem”: bebida à base de soro do leite avança para produção industrial

  • há 2 horas
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“Refrigerante do Bem”: bebida à base de soro do leite avança para produção industrial
Divulgação
“Refrigerante do Bem” à base de soro do leite avança em testes e mira produção industrial.

O inovador “Refrigerante do Bem”, bebida láctea rica em nutrientes produzida a partir do soro do leite, segue para etapas de validação em Minas Gerais. Desenvolvido pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), o produto poderá ser carbonatado, acidificado ou fermentado, além de ser enriquecido com proteínas, vitaminas e minerais. A proposta também representa uma alternativa sustentável ao reaproveitamento do soro, que muitas vezes seria descartado.

“Chamamos de ‘Refrigerante do Bem’ porque contribui com o meio ambiente ao utilizar um soro que poderia causar poluição. Também beneficia a saúde, mantendo nutrientes do leite, como cálcio, sais minerais e vitaminas, podendo ainda conter prebióticos e probióticos”, explica Junio de Paula, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da EPAMIG.

A fase atual envolve ensaios preliminares para caracterizar o soro, analisando sua composição, qualidade e parâmetros básicos, além da definição de ingredientes e métodos de fabricação. Posteriormente, a bebida será produzida em escala industrial na fábrica-escola da EPAMIG ILCT, por meio de fermentação ou acidificação, com armazenamento e monitoramento da estabilidade. Durante a estocagem, serão realizadas análises físicas, químicas e microbiológicas para garantir segurança, vida de prateleira e, quando aplicável, propriedades probióticas.

Após a conclusão dos testes, prevista para início de 2027, os resultados serão apresentados em congressos, publicados em anais e artigos científicos, e haverá transferência tecnológica para a indústria, permitindo que laticínios interessados possam produzir o refrigerante, seguindo as etapas regulatórias e adequações industriais necessárias.

O projeto conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), execução pela EPAMIG ILCT e gestão da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).
Fonte: Epamig

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Gazeta de Varginha

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