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Pesquisadores identificam nova espécie de anfíbio no noroeste de Minas Gerais

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Pesquisadores identificam nova espécie de anfíbio no noroeste de Minas Gerais
Divulgação
Descoberta inédita: nova espécie de perereca é registrada no Cerrado de Minas Gerais.

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de perereca endêmica do Cerrado do noroeste mineiro, batizada de Ololygon paracatu. A espécie apresenta distribuição extremamente restrita, registrada apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu. A descoberta reforça alertas ambientais sobre a conservação dos córregos e riachos da região.

O estudo envolveu instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado foi publicado na revista científica Zootaxa.

A pesquisa combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações, utilizando coleções biológicas como base essencial. De pequeno porte, os machos da espécie medem entre 20,4 e 28,2 mm, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 mm.

Assim como outras espécies do gênero Ololygon, a perereca habita matas de galeria associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leitos rochosos. Ololygon paracatu é a oitava espécie do gênero descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.

Homenagem e alerta ambiental
O nome da espécie faz referência ao Rio Paracatu, principal afluente do Rio São Francisco, e carrega um alerta sobre a conservação hídrica. Durante o trabalho de campo, foram observados sinais de degradação em riachos da região, como assoreamento.
“A conservação dos c
órregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, destacou Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.

Ela acrescentou: “Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola esta importante bacia hidrográfica e ameaça não apenas os anfíbios, mas toda a sociedade”.

Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário, reforçou: “A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”.
Fonte: AgBrasil

Gazeta de Varginha

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