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Fábrica da Heineken no Paraná paralisa produção indefinidamente após desastre ambiental

  • gazetadevarginhasi
  • há 44 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A multinacional Heineken anunciou a suspensão das operações de sua fábrica em Ponta Grossa, no Paraná, por tempo indeterminado, como medida preventiva depois de um acidente rodoviário que resultou no vazamento de uma substância considerada perigosa para o meio ambiente. A paralisação das atividades foi confirmada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. A decisão foi tomada enquanto as autoridades ambientais seguem avaliando o possível impacto da ocorrência no Rio Tibagi, principal fonte de captação de água utilizada pela cervejaria.

O acidente que motivou a suspensão das operações ocorreu na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, no km 509 da BR-376, envolvendo a colisão entre duas carretas que transportavam lisogoma, um derivado de óleo vegetal classificado como resíduo perigoso quando descartado de forma inadequada. Parte da carga vazada atingiu um córrego nas margens da rodovia, que pode ser uma nascente do Rio Tibagi, conforme informou o Instituto Água e Terra (IAT). Técnicos do órgão confirmaram a ocorrência de danos ambientais e alertaram para o risco de contaminação do curso d’água.

A lisogoma — apesar de não ser um veneno sintético — possui alta carga orgânica e concentra elementos como fósforo, cálcio, magnésio, metais e pigmentos. Quando em contato com corpos de água, a substância consome o oxigênio dissolvido, o que pode provocar a morte de peixes e outros organismos aquáticos, além de prejudicar a biodiversidade ao reduzir a entrada de luz e a troca de gases nos ecossistemas afetados.

Em nota oficial, a Heineken afirmou que a suspensão das atividades na unidade paranaense é uma medida preventiva, e que a produção só será retomada após a validação de laudos técnicos ambientais pelo IAT e pelas autoridades municipais competentes. Até que essa liberação ocorra, todas as operações da fábrica permanecerão interrompidas.

O acidente na rodovia também causou bloqueio nos dois sentidos da BR-376, gerando congestionamentos de até quatro quilômetros. Um dos motoristas envolvidos na colisão sofreu uma fratura na perna e foi encaminhado para atendimento médico. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Corpo de Bombeiros atuaram inicialmente na contenção do vazamento, mas o acompanhamento técnico da situação segue em andamento em razão do potencial impacto ambiental.

A paralisação da fábrica em Ponta Grossa, que é uma das principais unidades industriais da região, levanta tanto preocupações ambientais quanto econômicas, já que a retomada das atividades depende integralmente do parecer das autoridades ambientais e da garantia de segurança da fonte hídrica da cervejaria.

Gazeta de Varginha

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