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Polícia Federal deflagra Operação Zona Cinzenta para investigar suspeita de fraude em aplicações da previdência do Amapá

  • gazetadevarginhasi
  • há 26 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a Operação Zona Cinzenta, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP), gerido pela Amapá Previdência (Amprev), segundo comunicado institucional da corporação. A ação teve cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal, no município de Macapá (AP).

A investigação concentra-se na aplicação de cerca de R$ 400 milhões dos recursos previdenciários em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição financeira que foi posteriormente colocada em liquidação pelo Banco Central, após enfrentar grave crise de liquidez e incapacidade de honrar compromissos com clientes e investidores.

Segundo a PF, os mandados cumpridos nesta etapa da operação têm por finalidade apurar a aprovação e a execução desses investimentos, que são considerados de alto risco financeiro, e verificar se as decisões que levaram à aplicação dos recursos previdenciários podem configurar crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta, conforme informado pela corporação.

Entre os investigados estão o presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e outros dois integrantes do comitê de investimentos da autarquia, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves. A PF busca esclarecer a participação de cada um nas deliberações que resultaram na destinação dos valores às letras financeiras emitidas pelo banco privado.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados aos envolvidos e, conforme a PF, visam também identificar eventuais prejuízos ao patrimônio público decorrentes das aplicações questionadas. A investigação permanece em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do inquérito policial.

Até o momento, a PF ainda não divulgou publicamente o total de recursos que podem ter sido comprometidos em função da liquidação do Banco Master nem se há outros envolvidos além dos três nomes já mencionados no âmbito da operação.

Gazeta de Varginha

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