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Governo tenta conter alta do diesel para evitar impacto na inflação e na economia

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo federal atua com urgência para evitar uma nova crise relacionada ao diesel, diante da forte alta nos preços causada pelo cenário internacional. A elevação do petróleo no mercado global, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, trouxe preocupação com um possível aumento da inflação em ano eleitoral.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que o preço médio do litro do diesel subiu mais de 11% em apenas uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80. Esse avanço ocorre após a disparada do petróleo, que saiu de cerca de US$ 60 no início do ano para aproximadamente US$ 110, em meio às tensões internacionais e à redução do fluxo no Estreito de Ormuz.

A alta da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no país. Diante desse cenário, a empresa precisa decidir entre repassar integralmente os custos ao consumidor ou absorver parte da alta, reduzindo suas margens de lucro.

Para conter o impacto, o governo lançou um pacote de medidas que inclui a isenção de impostos federais e a concessão de uma subvenção a produtores e importadores de diesel. A previsão é de gasto de R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço do combustível, além da criação de um imposto sobre a exportação de petróleo.

Mesmo com essas ações, os efeitos ainda não foram percebidos de forma significativa. A isenção de tributos federais representa cerca de 5% do valor final do diesel, o que levou o governo a buscar alternativas adicionais. Entre elas, está a tentativa de convencer os estados a reduzirem o ICMS, que corresponde a quase 20% do preço final do combustível.

Os governadores, no entanto, rejeitaram a proposta de redução ampla do imposto, alegando prejuízos às finanças públicas e questionando a efetividade do repasse ao consumidor. Diante disso, surgiu uma nova proposta: zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com compensação parcial da União aos estados.

O governo também reforçou a fiscalização da tabela do frete, buscando evitar prejuízos aos caminhoneiros e impedir uma possível paralisação da categoria. A preocupação se deve ao papel central do diesel na logística do país, já que aumentos no combustível impactam diretamente os preços de alimentos, produtos industriais e serviços.

Gazeta de Varginha

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