Greve dos garis: Prefeitura de BH cria plano de contingência para recolher lixo em bairros afetados
gazetadevarginhasi
20 de jan.
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fonte: o tempo
Em meio à greve de cerca de 180 garis, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou, na manhã desta terça-feira (20/1), um plano de contingência para minimizar os impactos da paralisação na coleta de lixo. A ação contempla bairros das regiões Leste, Noroeste e Nordeste da capital, onde houve maior acúmulo de resíduos após trabalhadores da empresa Sistemma Serviços Urbanos cruzarem os braços na segunda-feira (19/1).
Segundo a PBH, foram mobilizados 308 garis e 47 caminhões, sendo 38 basculantes e nove compactadores, que já atuam na limpeza das áreas mais afetadas. Os profissionais e veículos utilizados na operação são oriundos de outros contratos de limpeza urbana e também de recursos próprios da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
De acordo com representantes do movimento grevista, cerca de 1,6 mil toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas desde o início da paralisação, que já ultrapassa 24 horas. A prefeitura, por sua vez, estima que aproximadamente 602,75 toneladas de resíduos não foram coletadas apenas na segunda-feira.
Em nota, a SLU informou que acompanha as negociações entre os garis e a empresa responsável e afirmou estar em dia com todas as obrigações contratuais. A autarquia destacou ainda que adota as medidas necessárias para garantir a continuidade de um serviço considerado essencial à população.
Greve dos garisA paralisação teve início nesta segunda-feira (19/1), durante protesto realizado na sede da Sistemma, no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, no bairro São Gabriel. A categoria reivindica regularização do FGTS, convênio médico, melhoria na frota de caminhões e reforço no número de trabalhadores, alegando sobrecarga e longas jornadas.
Em entrevista, o representante do movimento, Tales Marcelo Alves, conhecido como “Gari Gato de BH”, afirmou que a proposta apresentada pela empresa não foi aceita. Segundo ele, a Sistemma sugeriu contratar novos garis e recuperar caminhões em até 10 dias, mas a categoria decidiu manter a greve até que haja um acordo efetivo.
Os trabalhadores também cobram maior atuação da SLU e afirmam estar há mais de 12 anos sem convênio médico. A empresa Sistemma informou que foi surpreendida pela paralisação e que está apurando possíveis irregularidades no movimento.
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