top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise ligada ao Banco Master

  • gazetadevarginhasi
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

O Grupo Fictor protocolou no domingo (1º) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), envolvendo as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a iniciativa tem como objetivo reorganizar a estrutura financeira e assegurar o cumprimento de obrigações que somam aproximadamente R$ 4 bilhões.

Em nota, o grupo afirmou que a medida busca equilibrar a operação, criar um ambiente favorável à negociação com credores e garantir a continuidade das atividades, evitando a interrupção dos negócios. A empresa solicitou à Justiça a suspensão de cobranças, execuções e bloqueios por 180 dias, prazo previsto na legislação para a apresentação e negociação do plano de recuperação.

De acordo com a Fictor, a intenção é quitar integralmente as dívidas, sem aplicação de deságio, mediante a definição de novos prazos e condições de pagamento. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou o grupo em comunicado.

Impacto do caso Banco Master

A empresa atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do Grupo Fictor havia anunciado uma proposta para adquirir a instituição financeira, operação que acabou sendo interrompida após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a companhia, a situação teve impacto direto sobre sua reputação no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirma a nota.

O grupo destacou ainda que, desde o início de suas atividades, não havia histórico de atrasos no cumprimento de obrigações financeiras. Diante do agravamento do cenário, a empresa afirma ter adotado medidas de reestruturação prévias ao pedido de recuperação judicial, como a redução da estrutura física e do quadro de funcionários.

Segundo a Fictor, essas ações tiveram como objetivo proteger os direitos trabalhistas e acelerar o pagamento das indenizações aos colaboradores desligados. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, informou o grupo.

Atuação e alcance do grupo

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diversos segmentos, incluindo indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado ao Judiciário, a empresa ressaltou que a recuperação judicial não abrange as subsidiárias, que devem manter normalmente suas operações, contratos e compromissos.

Segundo a companhia, a exclusão das controladas do processo busca evitar impactos negativos sobre empresas consideradas economicamente viáveis, preservando suas atividades e relações comerciais.

Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, em novembro, o consórcio liderado pela Fictor havia informado que a tentativa de aquisição da instituição estava condicionada à análise e aprovação prévia dos órgãos reguladores, acrescentando que permanecia à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page