Grupo que atuava com migração ilegal e sequestro é alvo da Polícia Federal em duas operações
24 de jun.
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Divulgação/Operações “Falsa Promessa” e “Rasga Mortalha” cumpriram mandados, apreenderam armas, munições e investigam redes criminosas internacionais.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (24/06), as operações “Falsa Promessa” e “Rasga Mortalha”, com o objetivo de desarticular grupos criminosos suspeitos de promover a migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos. Ao todo, foram cumpridas 11 ordens judiciais, incluindo mandados de busca, apreensão e prisões preventivas.
Na Operação Falsa Promessa, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva. As investigações apontam a atuação de um grupo envolvido, entre outros crimes, no sequestro de um casal de brasileiros na região de fronteira entre México e Estados Unidos, em contexto relacionado ao contrabando de migrantes.
O investigado preso também possui registros por ameaça com arma de fogo, violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e um episódio em que teria incendiado a motocicleta da ex-companheira.
Já a Operação Rasga Mortalha decorre do aprofundamento das investigações anteriores e identificou dois novos núcleos criminosos ligados à promoção da migração ilegal. Nesta fase, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e uma prisão preventiva. Um dos alvos é apontado como responsável por articular rotas na região de fronteira utilizadas no contrabando de migrantes.
Segundo a PF, as investigações identificaram ao menos 89 pessoas que teriam sido enviadas de forma ilegal aos Estados Unidos. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis e valores que somam cerca de R$ 20 milhões, com o objetivo de garantir eventual reparação de danos e a eficácia de futuras condenações.
Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas e houve apreensão de três armas de fogo, 650 munições calibre .45, 70 munições calibre 9mm, 10 munições calibre .38, além de veículo, joias, relógios e aproximadamente R$ 60 mil em espécie.
Os investigados poderão responder por crimes como promoção de migração ilegal, organização criminosa e sequestro ou cárcere privado, além de outras infrações que possam ser identificadas ao longo das investigações.
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