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Haddad afirma que mercado financeiro enfrenta momento de tensão acima do normal

25 de fev. de 2025
2 min de leitura
Reprodução
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (25) que o mercado financeiro está enfrentando um período de tensão mais elevado do que em outros momentos. A declaração foi feita durante a abertura da CEO Conference Brasil 2025, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
"As pessoas estão mais cautelosas, prontas para reagir a qualquer notícia, seja para se proteger ou especular, sempre dentro das regras do jogo", destacou Haddad.

O ministro comparou o cenário atual ao de dezembro de 2024, quando incertezas econômicas provocaram uma disparada do dólar e a fuga de investimentos do país. No entanto, ele ressaltou que o ambiente econômico brasileiro segue um padrão semelhante ao de outras economias emergentes, impactadas pelo contexto internacional.

"Quando há turbulência na economia dos Estados Unidos e incertezas sobre os rumos da maior economia do mundo, a tensão se espalha globalmente, não apenas no Brasil. O cenário externo está mais desafiador", pontuou.]

Haddad também mencionou que a percepção das agências de classificação de risco, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos fundos de investimento sobre o Brasil difere da visão dos investidores locais. "Esses agentes externos não possuem o mesmo peso que os investidores domésticos e, por isso, costumam adotar uma postura mais cautelosa antes de tomar decisões."

Agenda fiscal e reforma tributária
O ministro reforçou que a equipe econômica mantém a mesma visão desde o início do governo e que, apesar das dificuldades, houve avanços significativos nas medidas adotadas. Para ele, é fundamental que a agenda fiscal continue avançando.

“Com a mudança no comando do Congresso Nacional, será necessário avaliar os novos relatores de projetos, os presidentes das comissões e a disposição das lideranças da oposição e da base governista para tratar de temas essenciais”, explicou.

Haddad também destacou a importância da reforma tributária, aprovada pelo Legislativo e com implementação prevista para 2027.
"Estamos falando da maior reforma tributária da história do Brasil, sem aumento de carga tributária", enfatizou.

Por fim, o ministro criticou a tentativa de reescrever a história econômica do país e alertou para a importância de encarar os desafios com realismo.
"Quem acompanha a economia brasileira desde o Plano Real sabe que já passamos por momentos muito mais delicados. Em 2002, por exemplo, tínhamos uma dívida líquida semelhante à atual, cerca de 60% do PIB, uma Selic de 25%, inflação de 12% e uma dívida em dólar significativa, sem reservas cambiais. Ainda assim, ninguém dizia que o Brasil iria quebrar", concluiu.

Fonte:Agência Brasil

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Gazeta de Varginha

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