IA e voz clonada: moradora de Varginha perde R$ 1 milhão em novo golpe
há 7 horas
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Uma moradora de Varginha perdeu aproximadamente R$ 1 milhão após ser alvo de um golpe sofisticado que utilizou inteligência artificial para clonar a voz de seu advogado. O caso, que foge dos padrões convencionais de estelionato, mobilizou as autoridades locais devido à complexidade tecnológica empregada pelos criminosos para acessar as finanças da vítima.
Diferente da modalidade clássica do "falso advogado", onde a vítima é induzida a realizar transferências voluntárias ou pagamentos de boletos, os golpistas focaram na obtenção de dados pessoais e bancários. Ao simular a voz do defensor de confiança da mulher, os criminosos conseguiram persuadi-la a fornecer informações que permitiram a clonagem de seu aparelho celular e o acesso direto a cinco contas bancárias. O prejuízo foi consolidado por meio de 65 transações fraudulentas, dificultando o rastreio imediato dos valores.
O presidente da 20ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Varginha, Guilherme Maia, destacou que a utilização de recursos de IA para emular imagem e som torna a identificação da fraude extremamente difícil para o cidadão comum. Segundo ele, os criminosos estão alcançando novos níveis de verossimilhança, sendo capazes de simular até mesmo audiências com falsos juízes e promotores para validar a farsa e exigir pagamentos. A orientação institucional é de que dados sensíveis, como senhas de aplicativos, códigos de SMS e informações de acesso, jamais sejam compartilhados, nem mesmo com profissionais de confiança. A recomendação fundamental para evitar cair em armadilhas desse tipo é a verificação presencial: antes de qualquer movimentação financeira ou cessão de dados, o cliente deve procurar o escritório físico do advogado ou utilizar canais de comunicação previamente estabelecidos para confirmar a veracidade do contato.
Além disso, a OAB reforça que pagamentos judiciais são realizados estritamente via guias oficiais ou depósitos judiciais. A vítima já registrou o boletim de ocorrência e busca junto às instituições bancárias entender as falhas de segurança que permitiram o volume massivo de transações, na tentativa de recuperar parte do patrimônio desviado.
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