Idoso Trabalha como Catador Após Ser Considerado Morto pelo INSS
11 de jun. de 2024
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Reprodução
Jorge Teófilo de Oliveira, de 71 anos, enfrenta uma dura realidade após ser erroneamente considerado morto pelo Instituto Nacional do Serviço Social (INSS). Desde 2016, quando ocorreu o erro de cadastro, Oliveira não recebe sua aposentadoria e, para sobreviver e sustentar seu filho de 16 anos, trabalha como catador de recicláveis.
O Desafio de Oliveira
O problema veio à tona em 2020, quando Oliveira descobriu que, para o INSS, ele estava morto. Desde então, ele luta para corrigir essa falha e recuperar o direito à aposentadoria. “Tenho que receber o benefício. Enquanto isso, estou pegando papelão, lixo, trabalhando como catador. Mas nessa idade, já estou muito cansado,” contou Oliveira ao site Metrópoles.
A Intervenção da Defensoria Pública
Oliveira recorreu à Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), que conseguiu anular a certidão de óbito emitida em seu nome e emitir uma nova certidão de nascimento. No entanto, o benefício ainda não foi restabelecido. O defensor público Márcio Del Fiore, chefe do Núcleo de Atendimento de Iniciais do órgão em Brasília, destacou a importância de garantir assistência legal para que Oliveira e outros em situações semelhantes possam viver com dignidade.
O Erro e Suas Consequências
O erro ocorreu quando um religioso da cidade natal de Oliveira, no interior de Goiás, usou seus documentos para ajudar um morador em situação de vulnerabilidade a obter a aposentadoria. O religioso, que começou a receber a aposentadoria em nome de Oliveira, faleceu, deixando o idoso sem o benefício.
Esperança por Justiça
Oliveira aguarda o andamento de um novo processo para cobrar o pagamento adequado do benefício pelo INSS. Enquanto isso, ele continua a trabalhar como catador, esperando que a justiça corrija o erro e restabeleça seu direito à aposentadoria.
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