Incêndio atinge comunidade precária de Guryong, em Gangnam, na Coreia do Sul; 107 pessoas são desalojadas
há 49 minutos
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Reprodução/ IA
Um incêndio de grandes proporções atingiu nesta terça-feira (27) a vila de Guryong, comunidade de moradias precárias localizada no distrito de Gangnam — um dos mais ricos e sofisticados de Seul, capital da Coreia do Sul. O fogo começou por volta das 15h50, horário local, em uma estrutura temporária, e consumiu rapidamente 77 residências, afetando diretamente 107 pessoas. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e mobilizou 232 profissionais, 70 veículos e seis helicópteros para controlar as chamas e impedir que se alastrassem para uma área de mata próxima.
Felizmente, não há registro de feridos nem de vítimas fatais, segundo informou oficial do Corpo de Bombeiros à Reuters. Todos os moradores foram retirados com segurança e encaminhados a um abrigo de emergência. A velocidade com que o fogo avançou foi facilitada pelas próprias características da comunidade: as construções são erguidas muito próximas umas das outras e utilizam materiais de fácil combustão, como lonas de vinil e madeira compensada, o que transforma cada residência em risco para as vizinhas.
Guryong é frequentemente descrita como a maior comunidade de moradias precárias ainda existente em Seul. Surgiu nas décadas de 1970 e 1980, quando famílias desalojadas por obras públicas ocuparam a área sem autorização, formando um assentamento que sobreviveu ao lado do desenvolvimento vertiginoso de Gangnam. O contraste entre a riqueza do bairro e a fragilidade da vila chama atenção desde então — e este já é o segundo grande incêndio a atingir a comunidade neste ano: em janeiro, outro fogo obrigou centenas de pessoas a deixarem suas casas.
A repetição de desastres semelhantes reacende debate sobre condições de moradia e segurança em áreas de vulnerabilidade. Embora ninguém tenha se ferido desta vez, a situação das famílias desalojadas segue delicada: muitas perderam tudo o que tinham e dependem de auxílio emergencial para recomeçar. As autoridades ainda não divulgaram balanço sobre causas do incêndio nem sobre medidas preventivas que serão adotadas para proteger a comunidade no futuro.
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