INSS promete ressarcir aposentados vítimas de fraude; plano deve sair em breve
5 de mai. de 2025
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O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta segunda-feira (5) que o plano de devolução dos valores cobrados ilegalmente de aposentados deve ser anunciado até a próxima semana. A medida busca reparar os prejuízos causados por fraudes em mensalidades supostamente autorizadas por beneficiários.
Em entrevista à GloboNews, Waller destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou urgência na resolução do caso. "O presidente da República determinou que fosse feito o mais rápido possível. Agora, estamos em fase interna na Casa Civil. Assim que houver aprovação e acordo com os demais órgãos envolvidos — como Supremo Tribunal Federal, CNJ, Defensoria Pública da União e Ministério Público Federal —, daremos início ao processo", afirmou.
O INSS também anunciou a abertura de 13 processos administrativos neste domingo (4), com o objetivo de responsabilizar pessoas jurídicas mencionadas no relatório da Polícia Federal. Segundo Waller, essas empresas são acusadas de pagar propina a agentes públicos e atuar como organizações de fachada.
O ressarcimento dos aposentados foi tema de reunião realizada na sexta-feira (2) com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados por entidades que afirmavam representar legalmente os beneficiários da Previdência.
Após a revelação do esquema pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal, o governo suspendeu todos os descontos vinculados às entidades sob investigação e prometeu ressarcir os prejudicados. No entanto, integrantes do governo admitem que ainda não há uma definição clara sobre a forma como a devolução será feita. A previsão inicial era realizar os reembolsos ainda nos pagamentos de maio, mas o cronograma pode ser adiado.
A crise no INSS provocou mudanças na gestão. Gilberto Waller Júnior assumiu a presidência da autarquia após a demissão de Alessandro Stefanutto, afastado em meio ao escândalo. Poucos dias depois, o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, também deixou o cargo, sendo substituído por Wolney Queiroz.
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