Irmã da deputada Ilhan Omar é ouvida em investigação de fraude migratória; Departamento de Justiça apura dados da cidadania de 2000
há 9 horas
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Sahra Noor, irmã da deputada democrata Ilhan Omar, de Minnesota, foi ouvida por investigadores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos no âmbito de uma investigação sobre possível fraude migratória envolvendo a própria parlamentar. A informação foi confirmada por fonte familiarizada com o caso. A apuração centra-se em suspeitas de declarações falsas em documentos oficiais e de eventual conspiração relacionadas à obtenção da cidadania americana por Omar, no ano de 2000. A CNN procurou os advogados da deputada e também a própria Sahra Noor em busca de comentários, sem obter resposta até o momento.
O foco principal da investigação recai sobre a idade declarada por Ilhan Omar quando se naturalizou cidadã. Segundo pessoas próximas ao caso, os investigadores apuram se ela e o pai, já falecido, informaram ser ela menor de idade na época — condição que pode tornar o processo de cidadania mais ágil — quando, na verdade, já teria completado a maioridade. Omar chegou aos Estados Unidos como refugiada da Somália por volta dos 12 anos. A diferença de idade declarada em documentos pode alterar o tipo de visto e o caminho legal seguido para a obtenção da nacionalidade.
A ação ganhou contornos políticos desde o início. O governo do presidente Donald Trump havia pressionado para que fosse realizada uma busca excepcionalmente rigorosa na residência da deputada em Washington, D.C., em 12 de outubro. Um juiz federal, porém, limitou o acesso do Departamento de Justiça aos documentos apreendidos, restringindo o escopo da investigação. O mandado de busca permitia examinar registros e papéis que pudessem esclarecer as datas e as declarações prestadas à época da naturalização, mais de duas décadas e meia atrás.
O caso ganha repercussão num ano eleitoral nos Estados Unidos, em que questões de imigração e integridade de figuras públicas estão em destaque. Se comprovada a apresentação de dados falsos, as consequências podem incluir desde a anulação da cidadania até processos criminais, embora ainda não haja nenhuma acusação formal apresentada contra a parlamentar. A oitiva de Sahra Noor pode trazer detalhes sobre como a família organizou os documentos de chegada e os trâmites de naturalização, mas o teor de seu depoimento não foi divulgado.
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