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Irã descarta mudança de postura dos EUA após derrota republicana; Khamenei alerta que novos ataques ampliarão guerra; minas no Estreito de Ormuz afetam embarcações

há 57 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, descartou nesta quarta-feira (4) qualquer mudança na política americana após a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. Em mensagem publicada em seu site oficial — sua primeira manifestação desde que assumiu o poder em março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei — afirmou que quem espera alteração de postura "está redondamente enganado". Khamenei alertou ainda: se os Estados Unidos retomarem os ataques, a guerra será muito mais ampla. A visão contrasta com a avaliação do negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que considerou o voto americano um "não à guerra", por consciência ou pelo custo de vida.

O presidente Donald Trump reconheceu que o conflito com o Irã foi "em parte" responsável pela pesada derrota eleitoral de seu partido. A oscilação de discurso é visível: após declarar estar pronto para desferir um "golpe esmagador", e ordenar o bombardeio à ilha de Qeshm na madrugada de terça-feira (3), Trump tentou minimizar a tensão, dizendo estar "conseguindo tudo o que quer". O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou discussões diplomáticas "muito intensas", e o Catar, mediador, informou que as partes seguem engajadas. A China também atua para evitar retomada de hostilidades, e o sultão de Omã recebeu o presidente Xi Jinping em busca de saída negociada.

No Estreito de Ormuz, a situação continua crítica. A Guarda Revolucionária informou que quatro petroleiros foram destruídos ao atingirem minas em trecho proibido; outras duas embarcações foram imobilizadas. Um drone também foi abatido. O Irã reivindica controle da rota estratégica e condiciona a reabertura ao atendimento de suas exigências. Os EUA mantêm bloqueio aos portos iranianos. O cessar-fogo firmado em abril e o memorando de junho ruíram, e os ataques diminuíram, mas não cessaram — cada explosão lembra que a passagem por onde transita grande parte do petróleo mundial segue sob risco.

A convergência de interesses é clara: ninguém quer escalada, mas ninguém cede o suficiente para selar a paz. Enquanto Teerã rejeita qualquer sinal de mudança americana e Washington oscila entre ameaça e negociação, o Estreito de Ormuz permanece o ponto onde palavras se transformam em fumaça. O mundo acompanha com atenção: o preço da energia, o abastecimento e a estabilidade de toda uma região dependem de se essas conversas, agora "muito intensas", finalmente encontrarão um caminho — ou se o próximo movimento será novamente de fogo.

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