top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Ministério da Agricultura confirma 4º foco de doença de Newcastle em Santa Catarina; aves são abatidas e região permanece em vigilância

há 3 minutos
2 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
O Ministério da Agricultura identificou nesta terça-feira (3) o quarto foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, em estabelecimento avícola de Nova Erechim, no Oeste do estado. Cerca de 9.600 aves foram afetadas. A propriedade está localizada dentro da área de restrição já delimitada, o que reduz a amplitude da nova medida, mas reforça a necessidade de vigilância intensificada. Desde a declaração de emergência zoossanitária, este é o quarto registro — os três primeiros ocorreram em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e também em Nova Erechim.

Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, os três primeiros focos estavam ligados à mesma integradora e formavam um raio de vigilância: o segundo a 3 km do primeiro, o terceiro a 9 km. Todos já foram controlados e se encontram em vazio sanitário — sem alojamento de novas aves, por período mínimo de 21 dias, que pode chegar a 30. Mais de 2.770 propriedades nos raios de risco foram inspecionadas, sem sinais da doença. Ainda aguardam resultado laboratorial duas granjas — uma de frangos e outra de perus — que não apresentam sintomas nem mortalidade.

As barreiras sanitárias de trânsito seguem em operação e serão as últimas a serem retiradas, após avaliação dos exames e validação das autoridades. O controle tem reflexo direto no comércio exterior: o México suspendeu importações do Brasil e depois restringiu apenas a Santa Catarina; a Arábia Saudita limitou a restrição aos quatro municípios envolvidos. A estratégia de delimitar focos e agir rápido permitiu reduzir o impacto sobre as exportações, mas o protocolo prevê restrições por pelo menos 60 dias.

A doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves e exige resposta imediata: abate, limpeza, desinfecção e isolamento. O quarto caso confirma circulação do vírus na região, mas também demonstra que o sistema de detecção funciona — o que permite agir antes de uma disseminação ampla. A vigilância continua: 205 estabelecimentos estão sendo revisitados, e a população produtora orientada sobre biossegurança. O objetivo é claro: conter agora para proteger a avicultura catarinense e nacional.

Comentários


bottom of page