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Irã e EUA seguem distantes de acordo de paz; Catar medeia e reabertura de Ormuz depende de exigências de Teerã

há 2 horas
2 min de leitura

Reprodução
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Um alto funcionário iraniano confirmou nesta terça-feira (3) que Irã e Estados Unidos seguem longe de um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Enquanto o Catar intensifica esforços de mediação, Teerã mantém firme: a reabertura do Estreito de Ormuz depende do atendimento de suas exigências. A declaração foi feita após mediadores catarianos viajarem à capital iraniana na noite de segunda-feira (2) para apresentar uma versão preliminar de entendimento, em negociação há oito dias. A equipe retornou a Doha, e as conversas prosseguem, mas sem sinal de consenso próximo.

A tensão militar não arrefeceu. Os Estados Unidos realizaram ataques noturnos na ilha de Qeshm, classificados como "defensivos" por Washington, que informou ter alvejado sistemas de mísseis terra-ar apontados contra forças americanas. Uma fonte oficial avaliou que a ação pareceu limitada, sem indicar retorno a operações em larga escala. Apesar disso, o receio de escalada permanece — especialmente após as eleições de meio de mandato nos EUA, quando mudanças de prioridades políticas podem alterar a postura americana nas negociações.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, confirmou que nova proposta está sendo analisada por ambas as partes e que respostas são esperadas nas próximas 36 horas. "Se não houvesse um vislumbre de esperança, não haveria negociações", declarou, reforçando o empenho do país mediador. A dificuldade central permanece: Teerã condiciona a liberação da rota estratégica de Ormuz — por onde passa grande parte do comércio energético mundial — a concessões que Washington ainda não aceitou.

O impasse afeta além dos dois países. O fechamento ou restrição no Estreito de Ormuz eleva preços de combustível e energia em todo o planeta, impactando diretamente o custo de vida de milhões de pessoas. Enquanto mediadores trabalham para reduzir divergências, a realidade é que nenhum lado cedeu o suficiente para selar a paz. Cada ataque e cada exigência endurecem posições, tornando o caminho do acordo cada vez mais estreito — ao contrário da rota marítima que o mundo inteiro espera ver aberta.

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