Israelenses que se alistaram para combater se recusam a retornar a Gaza após o trauma da guerra
gazetadevarginhasi
6 de dez. de 2024
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Reservistas e soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI), como Yuval Green, de 26 anos, se apresentaram voluntariamente após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, mas agora se recusam a voltar a Gaza. Yuval, que era médico de uma brigada paraquedista, descreve o choque e o horror de ver comunidades devastadas e corpos nas ruas. Embora tenha se alistado para defender seu país e trazer os reféns de volta, ele se uniu a mais de 165 outros reservistas em um movimento contra as ações militares em Gaza, exigindo um cessar-fogo para a devolução dos reféns.
Esses soldados, muitos exaustos, afirmam que a guerra foi marcada por brutalidade e desumanização, com muitos alegando terem testemunhado abusos de prisioneiros palestinos, destruição sem justificativa e até conversas entre colegas sobre abusos e assassinatos. Embora a maioria da população de Israel ainda apoie a continuidade da guerra, pesquisas recentes mostram que um número crescente de israelenses, incluindo alguns dos próprios soldados, defende a busca por uma solução mais pacífica, priorizando a liberação dos reféns.
A recusa de alguns militares israelenses levanta questões sobre o desgaste moral e psicológico causado pela guerra e a crescente divisão política no país. Alguns, como Michael Ofer-Ziv, que também se alistou após os ataques, denunciam a transformação do conflito em um terreno fértil para a brutalidade, observando a desumanização que permeia o ambiente de combate.
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