Janeiro de 2026 terá chuvas irregulares e calor acima da média no Brasil
gazetadevarginhasi
2 de jan.
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Divulgação Inmet
Janeiro de 2026: previsão indica chuvas irregulares e temperaturas acima da média no Brasil.
A previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um mês de janeiro de 2026 marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em grande parte do território brasileiro, além de temperaturas acima da média em quase todo o país.
De acordo com o prognóstico, são esperados volumes de chuva acima da média histórica na Região Norte, no oeste da Região Centro-Oeste e em praticamente toda a Região Sul. Em contrapartida, áreas do centro-sul da Região Nordeste, do centro-norte da Região Sudeste e da porção leste do Centro-Oeste devem registrar chuvas abaixo da média para o período.
Na Região Norte, a previsão indica acumulados de até 50 milímetros acima da média em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em áreas do sul e centro-norte do Pará. Já em outras localidades, como o centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima, os volumes devem ficar próximos ou abaixo da climatologia de janeiro.
Para o Nordeste, o cenário aponta chuvas abaixo da média histórica em quase toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco. Em contrapartida, áreas isoladas da Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão podem registrar volumes acima da média.
No Centro-Oeste, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em praticamente todo o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas do nordeste e sudoeste de Goiás. No restante da região, a tendência é de chuvas próximas ou inferiores à média climatológica.
Na Região Sudeste, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Já no sul do Espírito Santo, no centro-norte do Rio de Janeiro e em grande parte de Minas Gerais, os acumulados devem ficar abaixo da média. Nas demais áreas, o comportamento das chuvas tende a se manter dentro da normalidade.
Para a Região Sul, são previstos volumes de até 50 milímetros acima da média histórica em praticamente todos os estados. As exceções ficam por conta do centro-oeste de Santa Catarina, onde as chuvas devem ficar próximas da média, e do sul do Rio Grande do Sul, com previsão de volumes abaixo do esperado para o mês.
Temperaturas acima da média
Em relação às temperaturas, o Inmet projeta valores acima da média em quase todo o Brasil. Na Região Norte, as temperaturas médias devem ficar até 0,6 °C acima da climatologia em estados como Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com médias entre 26 °C e 28 °C. No Tocantins, o aquecimento pode ser mais intenso, chegando a 1 °C acima da média.
No Nordeste, todos os estados devem registrar temperaturas superiores à média, com destaque para Bahia, Piauí e sul do Maranhão. No sul do Piauí, o aumento médio pode ultrapassar 1 °C. Em algumas áreas, no entanto, os valores ainda podem se manter próximos da normalidade.
No Centro-Oeste, a previsão também é de temperaturas acima da média, principalmente no centro-leste de Goiás, Distrito Federal, centro-oeste do Mato Grosso do Sul e noroeste do Mato Grosso, onde o aquecimento pode chegar a 1 °C acima da climatologia.
Para o Sudeste, é esperado aumento das temperaturas médias em grande parte de Minas Gerais, especialmente no noroeste do estado, além das porções oeste e nordeste de São Paulo. Nas demais áreas da região, as temperaturas devem permanecer próximas da média.
Na Região Sul, Santa Catarina e o sul do Rio Grande do Sul podem registrar temperaturas dentro da normalidade. Já em grande parte do Rio Grande do Sul, no norte catarinense e no centro-leste do Paraná, o aumento médio pode chegar a 0,6 °C.
Impactos na agricultura
Segundo o Inmet, as condições climáticas previstas podem trazer reflexos importantes para a agricultura. No Norte, as chuvas acima da média devem favorecer a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da recuperação das pastagens. No entanto, o aumento das temperaturas, especialmente no Tocantins, pode elevar o risco de estresse térmico e exigir maior atenção ao manejo hídrico.
No Nordeste, a irregularidade das chuvas representa desafio para as lavouras, principalmente em áreas com previsão de déficit hídrico, como Bahia, centro-sul do Piauí, centro do Maranhão e oeste de Pernambuco. Nessas regiões, culturas como milho e feijão podem ser afetadas, sobretudo nas fases mais sensíveis do ciclo. Em áreas com chuvas acima da média, especialmente na faixa litorânea, as condições tendem a ser mais favoráveis.
No Centro-Oeste, as chuvas acima da média em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, aliadas às temperaturas elevadas, devem beneficiar as lavouras de primeira safra. Já em Goiás, onde a previsão indica menores volumes, pode haver risco de restrição hídrica em algumas fases do cultivo.
No Sudeste, as chuvas acima da média em São Paulo favorecem a reposição da umidade do solo e o desenvolvimento de culturas como grãos, cana-de-açúcar e café. Em Minas Gerais, Espírito Santo e centro-norte do Rio de Janeiro, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas pode limitar a disponibilidade hídrica do solo.
No Sul, os volumes elevados de chuva na maior parte da região tendem a favorecer as culturas de verão e a recuperação das pastagens. Já no sul do Rio Grande do Sul, a previsão de menores volumes de chuva e maior incidência de radiação solar favorece as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.
O Inmet é um órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.
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