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Lula realiza nova bateria de exames para confirmar retorno a Brasília

  • 19 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizará uma nova tomografia na manhã desta quinta-feira (19), após os dois procedimentos médicos que fez na semana passada para tratar de um sangramento interno na cabeça.

Ele permanece no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e um boletim médico será divulgado em breve. A previsão é que, se os resultados forem satisfatórios, ele possa ser liberado para retomar suas atividades em Brasília ainda nesta quinta-feira. No entanto, viagens longas, especialmente internacionais, estão proibidas por algumas semanas.

Ainda está sendo analisada a possibilidade de o presidente participar do evento Natal dos Catadores, que ele costuma frequentar anualmente desde 2003. O evento, realizado em São Paulo, está programado para encerrar na sexta-feira (20).

Caso Lula retorne a Brasília, ele deve presidir na tarde de sexta-feira uma reunião ministerial de fim de ano no Palácio da Alvorada. Devido à sua recuperação, o encontro será adaptado e terá um formato mais informal, semelhante a uma confraternização. Nos próximos dias, há uma expectativa de que o presidente utilize mais frequentemente o Palácio da Alvorada para despachar e realizar reuniões. Ministros já sugeriram que ele reduza a carga de trabalho em função de sua idade avançada e dos problemas de saúde recentes.

Entenda o caso

Lula procurou atendimento médico na noite de 9 de dezembro, após sentir mal-estar e dor de cabeça. Uma ressonância magnética feita no Hospital Sírio-Libanês revelou uma hemorragia intracraniana, resultado da queda que o presidente sofreu no Palácio da Alvorada em 19 de outubro.

Ele foi transferido para o Sírio-Libanês em São Paulo, onde, na madrugada de 10 de dezembro, passou por uma cirurgia para drenar o hematoma intracraniano. A operação, chamada de trepanação, consiste em acessar a parte do cérebro por meio de uma perfuração no crânio. A cirurgia ocorreu sem complicações, mas Lula continuou sob monitoramento na UTI. Na quinta-feira (12), os médicos realizaram um procedimento complementar para evitar novos sangramentos.

A segunda intervenção foi uma embolização da artéria meníngea média, uma técnica para interromper o fluxo sanguíneo em uma região específica, parte do protocolo para casos como o do presidente. No mesmo dia, o dreno intracraniano da primeira cirurgia foi retirado.

Na sexta-feira (13), Lula passou a ser monitorado de forma menos intensiva, deixando a UTI. Acompanhamento foi realizado em intervalos, e não mais continuamente. Durante as atualizações médicas, foi informado que o presidente estava “neurologicamente perfeito”, “cognitivamente bem” e “capaz de retomar qualquer tipo de trabalho”. Além disso, não houve sinais de sequelas.

Fonte: O Tempo

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Gazeta de Varginha

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