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Lula retorna a Brasília e decidirá permanência de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado

  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir nos próximos dias se o senador Jaques Wagner permanecerá ou não na liderança do governo no Senado Federal.

A expectativa é que os dois se reúnam ainda nesta quarta-feira, em Brasília, após o retorno do presidente à capital federal depois de uma série de agendas e entregas realizadas em diferentes regiões do país. A definição ganhou urgência em razão do calendário eleitoral, já que a partir do início de julho entram em vigor restrições à realização de inaugurações e ações de publicidade institucional ligadas ao processo eleitoral.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação predominante é de que a permanência de Jaques Wagner no cargo se tornou politicamente difícil após a operação realizada pela Polícia Federal na semana passada no âmbito das investigações relacionadas ao chamado caso Master. Apesar disso, integrantes do governo evitam antecipar publicamente uma decisão, ressaltando que a relação política e pessoal construída ao longo de décadas entre Lula e o senador pode influenciar o desfecho das conversas.

A investigação colocou o líder do governo no Senado no centro de uma crise política em um momento sensível para o Executivo, às vésperas das eleições deste ano. Segundo a apuração, a pressão interna para uma mudança na liderança aumentou nos últimos dias e o próprio governo já discute possíveis substitutos para a função, embora nenhum nome tenha sido oficialmente anunciado.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, existem suspeitas envolvendo possíveis irregularidades relacionadas ao caso Master. Jaques Wagner nega as acusações e afirma não ter praticado qualquer ilegalidade. Sua defesa sustenta que houve falhas na operação e acionou o STF para tentar anular as medidas autorizadas contra o parlamentar. Os advogados afirmam que o senador não atuou para favorecer interesses do grupo investigado no Congresso Nacional.

Aliados do governo avaliam que uma eventual saída da liderança poderia reduzir o desgaste político sobre o Palácio do Planalto e permitir que o senador concentre esforços em sua defesa. Ainda assim, a decisão final deverá ser tomada somente após a conversa direta entre Lula e Jaques Wagner.

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Gazeta de Varginha

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