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Lulinha frequentava casa alugada por lobista em Brasília, diz reportagem; defesa fala em amizade

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, frequentava uma casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, alugada pela lobista Roberta Luchsinger. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (19), ele chegou a se hospedar no imóvel em algumas ocasiões durante suas passagens pela capital federal. A defesa afirma que as visitas estavam relacionadas à amizade entre Lulinha, sua família e Roberta, e não a atividades profissionais.

O imóvel era utilizado por Roberta como uma espécie de base em Brasília. De acordo com informações atribuídas a uma reportagem de “O Globo”, a lobista e Lulinha utilizavam a residência para reuniões, e o empresário também chegou a permanecer sozinho na casa.

O uso do imóvel por Lulinha já havia sido mencionado anteriormente em um processo trabalhista movido por uma ex-funcionária de Roberta. Em um áudio enviado à funcionária Zildeni Gomes, a lobista teria pedido que o “quarto das kids” fosse preparado para acomodar Lulinha durante uma visita a Brasília.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, nega que Roberta tivesse autorização do empresário para atuar em seu nome perante o governo federal. Segundo ele, a lobista é uma das “melhores amigas” da esposa de Lulinha, Renata, e mantinha uma relação próxima com toda a família.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal identificou, no celular de Roberta, mensagens trocadas com Lulinha nas quais os dois mencionavam reuniões de negócios. Entre os encontros citados estava uma reunião com Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As mensagens foram encontradas no celular de Roberta, apreendido durante uma operação da Polícia Federal. A lobista é investigada por suspeitas relacionadas ao uso de sua proximidade com Lulinha para obter acesso ao governo. A PF também apura a relação dela com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Entre os elementos identificados na investigação estão ainda mensagens relacionadas à compra de duas joias avaliadas em R$ 9,2 mil para Marcola. Roberta teria enviado imagens de um colar e de dois solitários de diamantes. A defesa de Marcola afirma que a aquisição das joias fazia parte de um empréstimo que posteriormente teria sido quitado por ele.

Lulinha e Roberta são citados em inquéritos da Polícia Federal que investigam suspeitas de tráfico de influência no governo federal. A defesa de Lulinha, porém, sustenta que a relação entre o empresário e a lobista era de amizade e nega que ela tivesse autorização para representá-lo perante integrantes do governo.

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Gazeta de Varginha

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