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Irã considera ampliar conflito e mira possíveis instalações americanas no sudeste da Europa

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O Irã avalia a possibilidade de atacar instalações militares dos Estados Unidos no sudeste da Europa caso o presidente americano, Donald Trump, decida ampliar a ofensiva contra o país, segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira (19).

De acordo com o jornal, autoridades iranianas analisaram possíveis alvos utilizados pelas forças americanas em países europeus. Entre eles está a base aérea de Bezmer, na Bulgária, que recentemente passou a ter autorização para receber aeronaves americanas de reabastecimento.

O Chipre também aparece entre os locais considerados pelas autoridades iranianas. A ilha teria entrado no radar após um ataque de drone atingir, em março, uma base britânica instalada no país.

As avaliações fazem parte de um cenário de possível ampliação do conflito para além do Oriente Médio. Uma das fontes ouvidas pelo Financial Times afirmou que Teerã estaria preparado para ampliar a guerra caso Trump cumpra ameaças de atingir infraestruturas iranianas.

Além de instalações militares, autoridades iranianas também teriam estudado possíveis ações contra cabos submarinos de fibra óptica localizados na região do Estreito de Ormuz. A possibilidade seria considerada caso a situação militar se agrave ainda mais.

O cenário ocorre em meio ao impasse entre Washington e Teerã. Trump afirmou que não há negociações em andamento ou previstas com o governo iraniano, enquanto o bloqueio naval dos Estados Unidos permanece em vigor.

Segundo uma fonte citada pelo Financial Times, o governo iraniano considera que um eventual ataque americano contra estruturas consideradas críticas poderia fazer o conflito ultrapassar as fronteiras do Oriente Médio e alcançar a Europa.

A possibilidade de uma expansão do confronto aumenta a preocupação internacional diante da ausência de avanços diplomáticos. O ex-embaixador americano John Craig avaliou que a situação pode permanecer prolongada, com ações militares de menor intensidade e sem um processo efetivo de negociação.

Até o momento, os ataques contra os possíveis alvos europeus são tratados como uma possibilidade avaliada pelas autoridades iranianas, e não como uma ação já realizada.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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