PT retoma caso “Dark Horse” para reagir a desgaste eleitoral envolvendo Lulinha e Marcola
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O PT pretende voltar a explorar o caso “Dark Horse”, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como estratégia para reagir aos ataques da oposição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o início da corrida presidencial. A movimentação ocorre em meio ao desgaste provocado pelas investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
Segundo interlocutores da campanha, a disputa eleitoral deverá ser marcada por uma ofensiva dos dois lados. A avaliação dentro do comando petista é de que os adversários tentarão associar diretamente a Lula as suspeitas envolvendo seu filho e o ex-chefe de gabinete da Presidência. Apesar do impacto político das novas informações, integrantes da campanha afirmam que o partido ainda considera ter elementos para atacar Flávio Bolsonaro.
O principal argumento apresentado pelos petistas é que Lulinha e Marcola não são candidatos à Presidência da República, enquanto Flávio Bolsonaro disputa o Palácio do Planalto. Na avaliação da campanha, essa diferença torna eleitoralmente mais relevante para o senador o caso relacionado ao áudio em que ele pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio também é alvo de investigação da Polícia Federal.
A estratégia do PT será retomar as informações relacionadas ao caso “Dark Horse”, incluindo o áudio, notas fiscais e movimentações financeiras que vieram a público. A campanha também pretende cobrar o avanço das investigações sobre o episódio envolvendo Flávio.
Ao mesmo tempo, integrantes do PT avaliam que o desgaste provocado pelas investigações envolvendo Lulinha e Marcola pode perder força caso não surjam novos fatos. A avaliação é de que grande parte das informações já divulgadas foi absorvida pelo debate político e que o assunto pode diminuir de espaço durante a campanha, assim como ocorreu com o caso “Dark Horse”.
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência no governo. Ele é amigo da empresária Roberta Luchsinger, que teria mantido atuação junto ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Marcola também aparece nas investigações relacionadas à empresária.
Segundo informações citadas na apuração, Roberta teria depositado R$ 249 mil na conta de Marcola. O ex-chefe de gabinete afirma que o valor correspondeu a um empréstimo pessoal. A empresária também teria comprado joias avaliadas em R$ 9,2 mil, em um episódio que passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.
A oposição tem utilizado as suspeitas envolvendo Lulinha e Marcola para tentar relacionar o governo Lula a possíveis irregularidades. O governador Ronaldo Caiado (PSD) criticou o presidente ao afirmar que as suspeitas chegariam à “antessala da Presidência”. Já o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro, declarou acreditar que Lulinha e Marcola serão presos e também buscou estabelecer uma relação entre as investigações e Lula.
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