Mais de 50 países querem negociar tarifas com os EUA, afirma Casa Branca
gazetadevarginhasi
7 de abr. de 2025
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Mais de 50 países já procuraram a Casa Branca para discutir possíveis acordos comerciais após o anúncio do novo pacote de tarifas de importação dos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo Secretário do Tesouro Nacional, Scott Bessent, em entrevista concedida neste domingo (6), destacando o impacto imediato da medida no cenário global.
Segundo Bessent, o presidente Donald Trump “criou o máximo de alavancagem possível” com o tarifaço, o que levou dezenas de nações a iniciarem diálogos sobre a redução de barreiras comerciais e a interrupção de práticas como a manipulação cambial. “Eles se aproximaram para discutir a diminuição de tarifas e barreiras não territoriais”, afirmou.
Trump confirmou que conversou com líderes da Europa e da Ásia durante o fim de semana, reforçando sua disposição para negociar, desde que os países reajustem suas tarifas de importação para produtos americanos. “Eles querem conversar, mas só haverá acordo se nos pagarem muito dinheiro anualmente”, declarou o presidente.
Mesmo com a reação negativa do mercado global — que registrou quedas nas bolsas dos EUA e da Ásia —, Trump minimizou os efeitos do tarifaço. Ele afirmou que o objetivo é provocar uma pressão econômica para forçar o corte das taxas de juros. “Às vezes, é preciso tomar um remédio amargo para consertar algo”, disse.
O plano, anunciado na semana passada, impõe tarifas de importação a produtos de 185 territórios. Enquanto países como o Brasil receberam uma taxação de 10%, outros enfrentaram tarifas de até 50%. O governo justifica a medida como uma estratégia para reduzir a dívida dos EUA e equilibrar o comércio internacional.
A resposta da comunidade internacional foi imediata. A China, por exemplo, apresentou uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC), acusando os EUA de violarem as regras do comércio internacional e prejudicarem a estabilidade econômica global.
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