top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Mark Zuckerberg depõe em julgamento nos EUA sobre suposto vício de redes sociais em jovens

  • há 59 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

O diretor-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, está prestando depoimento nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026) em um julgamento histórico na Califórnia (Estados Unidos) que discute se plataformas de redes sociais — especialmente o Instagram, de propriedade da Meta, e o YouTube, da Google — foram projetadas de forma a fomentar dependência e prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes.

A ação judicial foi movida por uma mulher de 20 anos, identificada apenas pelas iniciais KGM, que afirma que o uso dessas plataformas desde a infância contribuiu para um quadro de dependência tecnológica, agravou depressão e pensamentos suicidas e foi um fator importante em sua trajetória de sofrimento psicológico.

O processo começou como uma reclamação contra quatro empresas de tecnologia — Meta, YouTube, TikTok (da ByteDance) e Snap Inc. (dona do Snapchat) —, mas TikTok e Snap já alcançaram acordos extrajudiciais antes do início do julgamento, restando Meta e YouTube no banco dos réus.

Zuckerberg está sendo questionado diante de um júri de Los Angeles sobre o design de produtos como Instagram, em particular quanto às características de algoritmos, funções como “scroll infinito”, filtros e outras ferramentas que, segundo os advogados da autora, teriam sido elaboradas para maximizar o engajamento dos usuários jovens e torná-los mais dependentes das plataformas.

O julgamento é considerado um caso-piloto (‘bellwether trial’) — cujo resultado pode influenciar milhares de processos semelhantes movidos em vários estados dos EUA por famílias, escolas e governos que buscam responsabilizar empresas de tecnologia por danos à saúde mental de crianças e adolescentes.

Advogados da Meta negam as alegações e afirmam que a empresa está comprometida com a segurança juvenil, apontando para ferramentas de proteção, controles parentais e estudos científicos que, segundo eles, não estabelecem uma ligação direta entre o uso de redes sociais e deterioração da saúde mental. A Meta declarou que está “confiante de que as provas mostrarão o nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens”.

O depoimento de Zuckerberg marca a primeira vez que ele responderá essas questões diretamente diante de um júri em um tribunal dos EUA, após já ter tratado do tema em audiências perante o Congresso americano.

O desfecho do caso poderá ter implicações jurídicas e financeiras significativas para a Meta e outras empresas de tecnologia, inclusive em relação à forma como plataformas digitais são reguladas e responsabilizadas por possíveis efeitos nocivos sobre usuários mais jovens.

Gazeta de Varginha

bottom of page