Medicamento chinês para câncer de pulmão tem eficácia superior ao líder de mercado
gazetadevarginhasi
3 de mar. de 2025
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A indústria farmacêutica global foi surpreendida com a notícia de que um medicamento chinês contra o câncer de pulmão apresentou resultados superiores ao tratamento mais vendido do mundo. Desenvolvido pela empresa de biotecnologia Akeso, o ivonescimab superou o Keytruda, da gigante americana Merck, segundo dados clínicos apresentados na Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão.
Nos testes realizados na China, pacientes tratados com o novo medicamento passaram 11,1 meses antes de seus tumores voltarem a crescer, enquanto aqueles que usaram o Keytruda tiveram uma média de 5,8 meses. Essa diferença significativa coloca o medicamento chinês como uma grande promessa no tratamento da doença.
O impacto foi imediato no mercado. A Summit Therapeutics, empresa americana que tem os direitos de comercialização do remédio na América do Norte e Europa, viu suas ações dobrarem de valor após a divulgação dos resultados.
A ascensão da biotecnologia chinesa
Até pouco tempo, a China era vista como um país que apenas replicava medicamentos já existentes, os chamados “me-too drugs”. No entanto, a última década mostrou uma reviravolta, com empresas chinesas investindo pesado em inovação e firmando bilhões de dólares em acordos de licenciamento com empresas ocidentais.
Um exemplo foi a parceria da AstraZeneca com o grupo farmacêutico chinês CSPC, em um contrato de US$ 1,92 bilhão (cerca de R$ 11 bilhões) para o desenvolvimento de medicamentos cardiovasculares. Já a Merck assinou um acordo de US$ 2 bilhões (R$ 12 bilhões) com a Hansoh Pharmaceutical para uma pílula experimental de perda de peso.
Segundo um relatório da HSBC Qianhai Securities, o número de acordos de licenciamento na China saltou de 46 em 2017 para mais de 200 em 2024, movimentando um total de US$ 57 bilhões (R$ 337 bilhões) no último ano.
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