top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Minas conta com Centro de Processamento Celular para transplantes de medula óssea

  • 7 de set. de 2024
  • 3 min de leitura
Carol Souza

Antes, pacientes que precisavam de transplante de medula óssea em Minas precisavam se deslocar para outros estados, o que trazia mais dificuldade para o paciente e demora para o tratamento.

Hoje, graças ao Centro de Processamento Celular, do Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio), unidade da Fundação Hemominas que atua com células e tecidos biológicos, o tratamento pode ser feito em Minas.

O Centro de Processamento Celular presta serviços de terapia celular para dez centros transplantadores conveniados da capital e do interior. Da fundação, em 2013, até hoje, mais de 2 mil pacientes foram beneficiados e a média mensal chega a até 30 processamentos.
“Comecei a ter muita fraqueza, dor no corpo, não conseguia enxergar direito e desmaiei várias vezes. Fiz exames e, depois dos resultados, tomava remédios de manhã e à noite. Trabalhava como doméstica, fazia faxina pesada, mas não estava aguentando trabalhar e, ao longo do tratamento, a médica alertou que em algum momento eu teria que fazer um transplante de medula”, conta a dona de casa Maria D’Ajuda Antônio, que tem 54 anos.

Com o diagnóstico de doença mieloproliferativa crônica, que é caracterizada pela produção em excesso de células da medula óssea, Maria D’Ajuda fez tratamento durante 12 anos e há pouco mais de três semanas fez o transplante no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). O procedimento, que é realizado de forma semelhante a uma transfusão de sangue, com duração média de duas horas, mudou a vida dela.

“Meus sete irmãos vieram fazer o teste e dois deles foram compatíveis. Agora que a medula pegou, depois de todo o processo, meu corpo está outro, sem dor. A expectativa para ir pra casa é bem alta, porque estou me sentindo muito bem, tenho ânimo e até meu sorriso é outro”, comemora ela.

Para alterar o rumo da história da dona Maria D’Ajuda, as células do doador precisaram passar por controle de qualidade e foram feitos vários testes antes da liberação do material para a realização do transplante. Tudo pelo Cetebio.

Segundo o coordenador do Cetebio, André Belisário, depois dessa implantação, o processo dos transplantes foi facilitado.

“Antes de termos o Centro de Processamento Celular aqui em Minas, as células precisavam ser processadas em outro estado ou o paciente precisava se deslocar, o que aumentava o custo e atrasava o processo. Com o Cetebio, além de agilidade, ganhamos em segurança do material genético”, ressalta.

No Cetebio, as células podem passar por deseritrocitação, que é a redução de células vermelhas ou hemácias antes do transplante. O material pode ser processado para uso a fresco, em até 48 horas após a coleta, ou passar pelo processo de criopreservação, que consiste no congelamento em ultrabaixa temperatura para que o paciente receba o material depois do período de tratamento.

“A maioria dos pacientes que atendemos são os que vão receber um transplante autólogo. Eles são cadastrados e chamados para realizar a coleta do material, que passa pelo controle de qualidade e por testes para ser criopreservado”, aponta o coordenador.

“Quando o paciente está pronto para o transplante, a equipe do hospital nos aciona para que seja feito o transporte das células congeladas em um recipiente específico, com nitrogênio líquido, que pode chegar até aos 150 graus negativos. As células são descongeladas na beira do leito e infundidas no paciente”, salienta.

O Cetebio também recebe material genético de doadores de outros estados e países para atender aos casos de pacientes mineiros que estejam precisando do transplante.
“Fazemos o processamento e encaminhamos o material para o Centro Transplantador em que o paciente está internado. Os dez centros conveniados são, na maioria, hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) ou filantrópicos que prestam atendimento aos usuários do SUS”, completa Belisário.
Fonte: AgênciaMinas

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page