Minas Gerais padroniza uso de pistolas Glock na Polícia Penal com nova resolução da Sejusp
12 de dez. de 2025
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Divulgação
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) publicou, nesta quinta-feira (11/12), a Resolução SEJUSP nº 1506/2025, que estabelece a padronização do armamento de porte leve utilizado pela Polícia Penal em todas as unidades prisionais do estado. A medida foi desenvolvida pela Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), pela Subsecretaria de Gestão Administrativa, Logística e Tecnologia (Sulot) e pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).
Com a nova regra, todas as unidades do sistema prisional deverão utilizar exclusivamente pistolas semiautomáticas Glock calibre 9x19 mm, nos modelos G17, G19 e G26. A decisão resulta de estudos, testes e avaliações conduzidos pela Comissão Técnica de Modernização de Equipamentos de Segurança e Material Bélico, responsável pela análise estratégica e operacional dos materiais adquiridos pela Sejusp. Os modelos selecionados atendem aos critérios de confiabilidade, durabilidade e segurança operacional definidos pelo grupo técnico.
A resolução também prevê ganhos logísticos importantes, como a unificação de munições e peças, além da padronização dos treinamentos, permitindo que todos os policiais penais sejam instruídos com o mesmo sistema de armamento. A medida está alinhada à Lei Federal nº 14.133/2021, que orienta processos de compra pública voltados à eficiência, economia e gestão de riscos.
Para Marco Matos, diretor da Aesp, a mudança representa um avanço significativo para a categoria. “Pouquíssimas forças policiais no Brasil conseguiram essa padronização no uso de armamento. Mais uma vez, a Secretaria, por meio da Aesp, da Sulot e do Depen-MG, trabalha pela melhoria, evolução e modernização da força da Polícia Penal de Minas Gerais”, afirmou.
A resolução também determina que todos os processos de aquisição, distribuição, acautelamento e treinamento relacionados ao Depen-MG sigam obrigatoriamente o novo padrão. A Superintendência de Segurança Prisional (Susp), junto à Comissão Técnica, fará revisões a cada cinco anos ou sempre que houver mudanças relevantes no cenário técnico-operacional. A norma já está em vigor.
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