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Minas lidera apreensões de armas ilegais no Sudeste, e arsenal mais letal cresce entre facções

  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
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Minas Gerais lidera as apreensões de armas ilegais no Sudeste, superando estados como São Paulo e Rio de Janeiro — bases históricas de facções como PCC e Comando Vermelho. O levantamento Arsenal do Crime: Análise do perfil das armas de fogo apreendidas no Sudeste (2018-2023), divulgado nesta segunda-feira (8/12) pelo Instituto Sou da Paz, mostra que o perfil do armamento retido em Minas mudou significativamente, com aumento de armas novas, semiautomáticas e de maior poder letal. Pesquisadores apontam que essa mudança pode estar ligada à flexibilização do controle nacional de armas e ao desvio do mercado legal para o ilegal.
O estudo revela que, nos últimos cinco anos, Minas apreendeu 119.212 armas — volume 74% maior que o de São Paulo, com 68.204, seguido pelo Rio de Janeiro (45.897) e Espírito Santo (22.625). “Minas e São Paulo concentram o volume de apreensões, enquanto o Rio apresenta maior potencial ofensivo pelo uso de fuzis e metralhadoras”, afirmou Rafael Rocha, coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz.
O relatório indica a queda contínua na apreensão de armas artesanais e rurais, como espingardas e garruchas, que por décadas marcaram o perfil mineiro. Desde 2022, as pistolas passaram a liderar as apreensões, superando com amplo destaque as espingardas. As garruchas, antes entre as armas mais comuns, também perderam espaço para pistolas semiautomáticas. “É uma tendência em todo o Sudeste. O problema é que pistolas têm maior capacidade de disparo, podendo chegar a 15 tiros sem recarregar”, explicou Rocha.
Entre elas, destaca-se a pistola 9x19mm, que chegou a representar 45,5% das pistolas apreendidas em 2023. O calibre, liberado em 2019 e novamente proibido quatro anos depois, tornou-se o mais vendido do país — e, em grande parte, desviado para facções. “O 9 mm tem cerca de 40% mais potencial de dano e pode atravessar o alvo, atingindo mais pessoas. Cria um cenário em que criminosos e policiais passam a ter poder de fogo semelhante”, alertou o coordenador.
A modernização do arsenal ficou evidente na última quinta-feira (4/12), quando um tiroteio durante uma “confraternização do crime”, no Barreiro, deixou dois mortos e nove feridos. Com os atiradores, foram apreendidos dois fuzis e uma pistola calibre 9x19mm — mais um exemplo do avanço do armamento de alto impacto nas mãos de grupos criminosos.

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Gazeta de Varginha

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