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Moradores de BH e Região Metropolitana sofrem com falta d’água em meio à onda de calor extremo

  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
fonte: o tempo
fonte: o tempo
Em plena onda de calor e com temperaturas elevadas, moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana enfrentam um problema que agrava ainda mais o desconforto: a falta de água. Sem o fornecimento regular de um item básico, famílias têm recorrido a alternativas improvisadas, como a compra de galões, a busca por abrigo em casas de parentes e a ajuda solidária entre vizinhos.
No bairro Casa Branca, na região Leste da capital, a professora Palowa Mendes, de 59 anos, relata que há cerca de duas semanas o abastecimento ocorre apenas durante a madrugada. Segundo ela, a água começa a chegar por volta das 23h e é cortada novamente às 6h. “Durante o dia não temos nada. A Copasa informa que está em manutenção, mas estamos vivendo no inferno, literalmente”, desabafa.
A moradora conta que precisa virar a noite acordada para realizar tarefas domésticas básicas. “Moro com dois idosos, um deles com Alzheimer. Neste calor, preciso trocar roupas com frequência, mas só consigo lavar tudo de madrugada. Hoje terminei às quatro da manhã”, relata.
Em Contagem, na Região Metropolitana, a assistente social Vanessa Cruz afirma que a falta d’água atinge diretamente pessoas em situação de maior vulnerabilidade. “Aqui há crianças, idosos, pessoas com autismo e pessoas com deficiência. A ausência de água compromete alimentação, hidratação e higiene. Temos sido obrigados a comprar galões para o mínimo necessário”, afirma.
Segundo ela, mesmo quando o abastecimento retorna durante a madrugada, a pressão é insuficiente para encher as caixas d’água. “A água chega fraca, não sobe, e logo é interrompida novamente. O resultado é sujeira acumulada, impossibilidade de banho e condições indignas de vida”, completa.
A situação também se repete no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O produtor cultural Marcelo Emiliano, de 42 anos, afirma estar há cinco dias sem água. “Estamos fazendo milagre com o pouco que conseguimos. Não temos água nem para beber. Água é um direito básico. Em alguns dias vou para a casa da minha mãe, e vejo vizinhos dividindo o pouco que têm”, relata.
Procurada pela reportagem, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que, no bairro Casa Branca, realiza uma manutenção emergencial na Avenida Santa Albertina, com previsão de conclusão ainda na manhã desta segunda-feira (29/12). Sobre os demais bairros citados, a empresa ainda não se manifestou.
A reportagem aguarda também informações sobre outras cidades da região que possam estar enfrentando interrupções no abastecimento de água.

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Gazeta de Varginha

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