Moradores denunciam área usada como “cemitério de animais” em Santa Rita do Sapucaí; autoridades investigam o caso
13 de nov. de 2025
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fonte: g1
Um terreno no bairro Portal da Serra, em Santa Rita do Sapucaí (MG), se tornou alvo de denúncias após moradores relatarem o abandono e a morte de animais no local. Segundo os relatos, a área estaria servindo há anos como um verdadeiro “cemitério de animais”. A Polícia Militar do Meio Ambiente e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão apurando o caso.
Nesta semana, um cavalo foi encontrado agonizando e acabou morrendo no terreno. O vídeo, gravado pelo músico Lucas Julidori, morador das proximidades, viralizou nas redes sociais e despertou a atenção das autoridades. “Criou-se a cultura de deixar os animais aqui para morrerem. É triste, há carcaças e bichos debilitados. Chamar isso de ‘cemitério’ é até leve diante do que acontece”, afirmou Julidori.
Imagens feitas por moradores mostram restos mortais espalhados pelo terreno. Após a repercussão, equipes da Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí estiveram no local e providenciaram o enterro do cavalo. Segundo moradores, o problema tem causado mau cheiro, incômodo e risco sanitário à comunidade.
A presidente do Conselho de Proteção Animal, Izabelle Carli, considerou o caso grave. “Animais não são objetos que se descartam quando envelhecem ou adoecem. E é isso que estava acontecendo ali”, declarou.
A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência e encaminhou o caso ao IMA. O tenente João Otávio Melo Miranda explicou que as penalidades variam conforme o tipo de animal. “Em casos de maus-tratos a cavalos ou vacas, a pena pode chegar a um ano de detenção e multa. Já para cães e gatos, a reclusão varia de dois a cinco anos”, detalhou.
O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Marcos Antônio Barros, disse que a situação é recente e que a prefeitura está em diálogo com os proprietários das áreas próximas para buscar uma solução. Ele ressaltou que muitos animais têm dono e que é preciso colaboração da população para identificar casos de negligência.
Em nota, os donos do terreno negaram qualquer responsabilidade e afirmaram que o espaço vem sendo invadido e usado por terceiros. Eles informaram que estão em contato com as autoridades para garantir a retirada dos animais e resolver o problema “de forma responsável e dentro da legalidade”.
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