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Morte de gari em BH: audiências colhem depoimentos e réu permanece em silêncio

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Morte de gari em BH: audiências colhem depoimentos e réu permanece em silêncio
Divulgação
Morte de gari: testemunhas e réu prestam depoimento em BH.

A Justiça de Minas Gerais ouviu 12 testemunhas e o réu acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 48 anos, durante duas audiências de instrução e julgamento realizadas nesta terça (25/11) e quarta-feira (26/11), em Belo Horizonte. O crime ocorreu em agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital.
As oitivas foram conduzidas pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte.

Depoimentos do 1º e 2º dia
No primeiro dia de audiência, prestaram depoimento oito testemunhas, entre elas a motorista do caminhão de coleta de lixo onde a vítima trabalhava, três colegas de serviço e quatro policiais civis e militares que atenderam à ocorrência.

No segundo dia, três policiais e uma pessoa ligada à empresa do acusado foram ouvidos. A sessão foi encerrada com o interrogatório de Renê da Silva Nogueira Júnior, apontado como autor do disparo que matou o gari. O réu optou por não responder às perguntas.

Declarações do réu
Ao falar à juíza, Renê afirmou carregar arma de fogo no dia do crime porque estaria sendo ameaçado por um antigo sócio. Disse ter permanecido cerca de 30 minutos parado no trânsito antes de deixar o bairro onde mora e alegou que nunca atiraria em alguém por esse motivo.

Ele declarou ainda acreditar estar sendo perseguido e relatou ter sido ameaçado por policiais, que, segundo ele, teriam mencionado possíveis consequências para sua esposa — delegada da Polícia Civil — caso ele não colaborasse. O réu não confirmou diretamente ter efetuado o disparo e negou ter confessado o crime em depoimento anterior.

Renê também disse que sua defesa anexou diplomas que comprovariam sua formação acadêmica — negada por instituições de ensino à imprensa — e afirmou ter sido "julgado" pela mídia, citando comparações feitas com um “empresário da Shopee”.

Encaminhamentos
Ao final da audiência, a defesa solicitou prazo para protocolar pedido relacionado ao recolhimento de dados do celular do réu. A juíza concedeu dois dias, a partir de 1º de dezembro, para a apresentação de diligências complementares e novos requerimentos.

A denúncia
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no dia do crime, o acusado deixou sua casa, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, rumo ao trabalho em Betim, portando uma pistola semiautomática Glock calibre .38.

No cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, já no bairro Vista Alegre, ele teria se irritado com o trânsito causado pela passagem de um caminhão de coleta de lixo. Mesmo após indicação dos trabalhadores de que a via estava liberada para passagem, Renê teria apontado a arma para a motorista e, em seguida, efetuado o disparo que atingiu o abdômen do gari Laudemir, que não resistiu.

Após o disparo, o acusado deixou o local e foi encontrado horas depois em uma academia, na região Oeste de Belo Horizonte.

Situação processual
A denúncia do MPMG foi aceita em setembro, tornando Renê da Silva Nogueira Júnior réu pelos crimes de homicídio qualificado — por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum —, porte ilegal de arma de fogo, ameaça contra a motorista do caminhão e fraude processual, por supostamente tentar induzir a perícia ao erro ao pedir que a esposa entregasse outra arma no lugar da utilizada no crime.
Fonte: TJMG

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Gazeta de Varginha

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