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Motoristas devem avisar seguradora antes de adesivar veículos para campanhas eleitorais em 2026

  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura
Motoristas devem avisar seguradora antes de adesivar veículos para campanhas eleitorais em 2026
Divulgação/Motoristas que utilizarem veículos em atividades de campanha eleitoral devem verificar previamente as condições da apólice e comunicar eventuais mudanças à seguradora.
Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizar carros em atividades de campanha durante as eleições de 2026 devem comunicar previamente a seguradora. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que chama a atenção para possíveis alterações nas condições de cobertura em caso de sinistro.

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a instalação de material eleitoral e a utilização do veículo em atividades de campanha podem ser consideradas situações de aumento de risco pelas seguradoras. Isso ocorre devido à maior exposição a acidentes, roubos, furtos, vandalismo e à circulação em eventos públicos.

De acordo com a representante da FenSeg, veículos utilizados para fins publicitários ou como apoio a campanhas eleitorais podem ficar mais expostos a diferentes situações de risco, o que pode exigir uma adequação do contrato de seguro.

Mudança no uso do veículo pode afetar cobertura
A FenSeg alerta que alterações no perfil de utilização do veículo sem a devida atualização da apólice podem resultar em problemas no momento da solicitação de indenização por ocorrências como roubo, furto ou colisão.

Segundo a entidade, veículos de passeio que recebem propaganda ostensiva de candidatos e passam a ser utilizados para circulação e apoio a campanhas políticas podem precisar ter a finalidade de uso alterada de “particular” para “comercial/publicitário”.

A justificativa das seguradoras é que o transporte de materiais de campanha, o deslocamento de equipes e outras atividades de apoio modificam as condições de utilização consideradas no momento da contratação do seguro.

Adesivos e vandalismo podem ter restrições
Outro ponto destacado pela Federação Nacional de Seguros Gerais é que danos especificamente causados a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não fazem parte da cobertura dos seguros convencionais.

Além disso, prejuízos provocados por situações como tumultos, motins e atos de vandalismo podem estar entre as exclusões previstas nos contratos, dependendo das condições da apólice.

Por isso, a recomendação é que o segurado verifique previamente as condições do contrato antes de modificar a aparência ou a forma de utilização do veículo durante o período eleitoral.

Como evitar problemas com o seguro
Para reduzir o risco de perda ou restrição da cobertura, a FenSeg orienta os motoristas a:
  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo;
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral;
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos;
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente eventual alteração na apólice, quando necessário;
  • Verificar se o envelopamento ou outra alteração exige atualização do registro do veículo junto ao Detran;
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada.

A entidade esclarece, porém, que adesivos de pequeno porte instalados em veículos de passeio, sem alteração na utilização do automóvel, não comprometem a cobertura do seguro.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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