Motta defende atuação de Toffoli e critica uso político de CPIs no caso Master
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, apoio à atuação do ministro Dias Toffoli no âmbito do chamado caso Master e criticou o que classificou como tentativas de utilizar comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para fins políticos e eleitorais nas investigações relacionadas ao banco e às supostas irregularidades no setor financeiro. Motta ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem “cumprido o seu papel” institucional e que as decisões tomadas pelo magistrado, enquanto relator do processo, foram conduzidas “com equilíbrio”, atendendo a pedidos formulados pelos órgãos responsáveis pela apuração.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o presidente da Câmara argumentou que tem havido “exagero, por parte da mídia” e em setores da sociedade na forma como tem sido interpretado o papel de Toffoli no caso, afirmando que “o afã de se querer sangue, de se querer atacar a conduta das pessoas”, por vezes, se sobrepõe ao que é razoável fazer em uma investigação desse tipo.
Motta também comentou sobre a possibilidade de instalação de uma CPI específica para investigar o caso Master na Câmara, afirmando que qualquer pedido precisa respeitar a ordem cronológica dos requerimentos apresentados, conforme prevê o Regimento Interno da Casa, e que há limitações regimentais que impedem a criação imediata de uma nova comissão de investigação.
O parlamentar criticou ainda o que considerou mudanças de escopo em CPIs já instaladas, especialmente no Senado Federal, onde comissões como a CPI do Crime Organizado aprovaram convocações e quebras de sigilo relacionadas ao caso Master. Para ele, alterar o objeto inicial de uma CPI para abordar questões que não foram o foco original da comissão é “errado” e pode transformar o instrumento em palanque eleitoral, o que, segundo Motta, tem ocorrido.
Motta defendeu que os órgãos de controle, como a Polícia Federal e o Ministério Público, já estão apurando o caso Master, e que essas apurações devam seguir os devidos ritos legais e o devido processo, sem que o Legislativo supra-interprete ou mude o propósito original das investigações parlamentares.
O caso Master refere-se a apurações sobre supostas irregularidades no Banco Master e na atuação de seus dirigentes, envolvendo também a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli é sócio por meio de parentesco familiar, e tem sido objeto de intensa cobertura midiática e pressão de parlamentares por esclarecimentos e eventuais comissões de investigação.