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MPMG deflagra operações contra quadrilhas de cargas roubadas e receptação em MG e GO; R$ 2 milhões são bloqueados

  • 9 de jul.
  • 3 min de leitura
MPMG deflagra operações contra quadrilhas de cargas roubadas e receptação em MG e GO; R$ 2 milhões são bloqueados
Divulgação/Operações do MPMG e da PM cumpriram mandados em Minas Gerais e Goiás, bloquearam R$ 2 milhões em bens e miraram organizações criminosas envolvidas em desvio de cargas e receptação.
Ações "Chave na Mão 2" e "Brute Force" cumpriram mandados em Minas Gerais e Goiás, resultaram em prisões, apreensões e interdição de estabelecimento comercial.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), as operações Chave na Mão 2 e Brute Force, voltadas ao combate à receptação de cargas roubadas, furtos, lavagem de dinheiro e outros crimes praticados por organizações criminosas que atuam em Minas Gerais e Goiás.

As ações foram coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Uberaba, em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e com apoio dos Gaecos de Uberlândia, Patos de Minas e Caldas Novas (GO).

Organização desviava cargas e movimentava milhões
Na Operação Chave na Mão 2, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Uberaba, Uberlândia, Lagoa Formosa e Caldas Novas. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 2 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.

Segundo o MPMG, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no desvio de cargas. Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, furto mediante fraude, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dez aparelhos celulares e diversos documentos que passarão por perícia.

Em Lagoa Formosa, um empresário foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo, após a fiscalização encontrar produtos impróprios para consumo humano sendo comercializados. O estabelecimento foi interditado pelos órgãos competentes.

Receptação de fios de cobre e celulares
Já a Operação Brute Force teve como foco uma organização criminosa especializada na receptação de fios de cobre e aparelhos celulares furtados ou roubados.

Foram cumpridos dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão em Uberaba.

As investigações apontaram a existência de uma rede estruturada envolvendo ferro-velhos, comerciantes e assistências técnicas responsáveis pela compra, ocultação e revenda de materiais provenientes de crimes patrimoniais.

Durante a operação, além das duas prisões determinadas pela Justiça, houve uma prisão em flagrante por receptação de fios de cobre e o cumprimento de um mandado de prisão contra um foragido da Justiça.

Também foram apreendidos oito celulares, um computador, cinco pendrives e diversos documentos que serão analisados pelos investigadores.

Fiscalização integrada
As operações contaram ainda com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente, da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e da Prefeitura de Uberaba, que atuaram na fiscalização administrativa e tributária dos estabelecimentos investigados.

O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes dos grupos criminosos, aprofundar a responsabilização dos envolvidos e recuperar o patrimônio obtido por meio das atividades ilícitas.

Origem dos nomes das operações
Segundo o MPMG, o nome "Chave na Mão" faz referência ao golpe conhecido como "chaveirinho", no qual o motorista simula ter sido vítima de roubo ou furto da carga, quando, na realidade, entrega voluntariamente a mercadoria a receptadores previamente combinados.

Já "Brute Force" remete ao conceito de "força bruta", simbolizando a atuação conjunta de inteligência policial, fiscalização e ações operacionais para desarticular toda a cadeia criminosa responsável pela receptação de produtos furtados e roubados.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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