MPMG lança roteiro para incluir prevenção à violência contra a mulher na educação básica em Minas
4 de dez. de 2025
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Divulgação
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou, nesta quarta-feira (3/12), um roteiro de atuação destinado a orientar a inserção da temática de prevenção à violência contra a mulher no âmbito da educação básica. A iniciativa reforça a importância de ações permanentes voltadas à conscientização de crianças e adolescentes.
Dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostram que o Brasil registrou, em média, quatro feminicídios por dia em 2023 e 2024. Foram 1.475 casos em 2023 e 1.492 em 2024, um aumento de 1,2%. Em Minas Gerais, houve redução de 12,7% nos feminicídios consumados (de 186 para 163), mas um crescimento significativo de 47,9% nas tentativas, que passaram de 168 para 248 no período.
Mesmo com a queda nos casos consumados, o estado ocupa a segunda posição nacional em números absolutos. Para a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAOVD), promotora de Justiça Denise Guerzoni, os dados reforçam a necessidade de políticas estruturadas e contínuas. Ela ressalta o papel da educação na prevenção da violência de gênero.“A educação é um dos pilares mais fortes no combate a todas as formas de violência. O MPMG está preparado para contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária, promovendo oportunidades equivalentes para meninas e meninos”, afirmou.
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Educação (CAOEDUC), promotora de Justiça Giselle Ribeiro, também destacou a urgência de transformar a realidade de mulheres e meninas no país.“O MPMG quer ir além do cumprimento da lei. Nosso objetivo é promover uma mudança cultural profunda, desde a base, por meio de uma educação cidadã de qualidade, formando gerações críticas, conscientes e comprometidas com os direitos humanos e a igualdade de gênero”, enfatizou.
O roteiro divulgado incentiva a realização de ações educativas, capacitações, visitas às escolas, articulação com a rede de proteção, audiências públicas e elaboração de relatórios que sistematizem as atividades desenvolvidas no âmbito escolar.
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