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Mãe confessa agressões e é presa com padrasto pela morte de filho em BH

  • gazetadevarginhasi
  • 16 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
Mãe confessa agressões e é presa com padrasto pela morte de filho em BH
Divulgação
Mãe e padrasto são presos em BH suspeitos de envolvimento na morte de menino de 9 anos.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nessa quarta-feira (16/10), em Belo Horizonte, uma mulher de 24 anos e o companheiro dela, de 39, suspeitos de envolvimento na morte do filho da mulher, um menino de 9 anos. O crime ocorreu em 23 de agosto, no bairro Conjunto Esperança, região do Barreiro. As prisões temporárias foram decretadas após a mãe confessar ter agredido o filho, agressões que, segundo as investigações, resultaram na morte da criança.

De acordo com o delegado Evandro Nascimento Radaelli, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Homicídios Barreiro, as apurações começaram logo após a vítima dar entrada no hospital com múltiplos ferimentos e quadro de hemorragia.

“As investigações apontaram que o menino foi agredido pela mãe e pelo padrasto. A mulher confessou que, no dia da morte, havia feito uso de cocaína e acabou, nas palavras dela, ‘passando do ponto’. Já o homem, embora negue participação, foi identificado como conivente e omisso diante das violências”, afirmou o delegado.

A prisão temporária do casal foi decretada após representação da PCMG ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que deferiram o pedido em caráter de urgência. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Maus-tratos e abandono
As investigações do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram ainda um histórico de violência doméstica e negligência.

“Ficou claro que o casal obrigava as crianças a mentir sobre as lesões, inventando histórias, como quedas na escola, para justificar os machucados”, explicou Radaelli. “Além disso, havia abandono: o menino de 9 anos cuidava sozinho dos irmãos, de 6 anos e de 6 meses, enquanto os adultos faziam uso de drogas.”

Próximas etapas
A Polícia Civil aguarda o laudo de necrópsia elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML) e segue com diligências para esclarecer a motivação exata do crime e apurar outras possíveis responsabilidades.

“O caso ainda está em andamento, mas já é possível afirmar que a morte da criança foi consequência direta das agressões sofridas”, concluiu o delegado.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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