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“Ninguém vai acreditar”, disse aluna de 10 anos após suspeita de importunação em Betim

  • 21 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
A mãe de uma das alunas do 5º ano da Escola Municipal Olímpia Maria da Glória, no bairro Jardim das Alterosas – 2ª Seção, em Betim, na Grande BH, afirmou à Itatiaia que, na quarta-feira (19), o homem tentou manter quatro garotas, de 10 e 11 anos, sozinhas com ele dentro da sala.
“Em determinado momento, ele tentou manter as quatro meninas relatadas dentro da sala com ele, sem a presença de outros funcionários. As estudantes insistiram para sair e, após insistência, ele acabou permitindo que elas descessem. Foi então que elas procuraram a direção, que acionou a Guarda Municipal”, contou a mãe de uma das alunas, de 11 anos.
Segundo a responsável, o policial aposentado ainda teria se aproximado das meninas e colocado o braço sobre a mesa, onde elas pediam orientações sobre a prova, impedindo que se afastassem. Após isso, ele teria ido até a mesa de sua filha e repetido a ação, afirmando que “não havia explicado o exercício direito”, mesmo sem ser solicitado.
Segundo a mãe de uma das alunas, o homem impediu que uma das meninas pegasse o próprio celular e ela deixou a sala para buscar ajuda, retornando depois para reaver o aparelho. Ao solicitar o telefone, a estudante teria sido alvo de um comentário ofensivo. De acordo com o relato, o suspeito abaixou os óculos, olhou para o corpo da menina e disse: “Pode pegar, gostosinha”.
A responsável afirmou que as adolescentes ficaram desesperadas com a situação.
“Ela saiu constrangida. Minha filha ouviu, percebeu o desespero e disse que aquilo era muito grave. A outra aluna, de 10 anos, ficou com medo. Chorava e dizia para as colegas: ‘Eu tentei chamar você para pedir ajuda’. As meninas, então, contaram o que havia acontecido para outra estudante, que as encorajou a denunciar: ‘Vocês têm que falar’.
Segundo a mãe, a criança mais nova ficou extremamente abalada. “Ela repetia: ‘Eu vou apanhar, eu vou apanhar’. E me dizia: ‘Tia, ninguém vai acreditar. Somos crianças. Vai ficar por isso mesmo’. Já demonstrando muito medo”, relatou.

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Gazeta de Varginha

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