Nova cozinha da Penitenciária Nelson Hungria é entregue com investimento de R$ 1,5 milhão
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Divulgação/Estrutura financiada por recursos de TACs do MPMG entra em funcionamento após dois anos de obras e promete melhorar segurança, alimentação e reduzir custos no sistema prisional.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanhou, nesta terça-feira (23), a entrega das novas instalações da cozinha da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estrutura foi financiada com recursos oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), direcionados pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Ordem Econômica e Tributária (Caoet) do MPMG.
Com investimento superior a R$ 1,5 milhão, a obra foi concluída após dois anos e resulta da aplicação de valores obtidos a partir do combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro, conforme atuação do MPMG. Segundo o órgão, os recursos provenientes de ilícitos foram convertidos em melhorias estruturais para benefício da sociedade.
A nova cozinha conta com despensa seca, depósito de material de limpeza, vestiários masculino, feminino e para pessoas com deficiência, armazém para marmitas, sala de preparo de sucos, câmara fria, área de cocção, sala de higienização, preparo de carnes, montagem de marmitas e refeitório com 18 mesas.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a estrutura permite substituir o modelo de alimentação transportada por refeições preparadas dentro da própria unidade prisional. A medida deve impactar a segurança, a qualidade das refeições, a segurança alimentar dos detentos e a redução de custos operacionais.
A promotora de Justiça e coordenadora do Caoet, Janaína Dauro, destacou que a mudança corrige problemas identificados anteriormente no fornecimento de alimentação na unidade, citando dificuldades logísticas e reclamações frequentes.
O juiz da Vara de Execuções Criminais de Contagem, Wagner de Oliveira Cavalieri, também avaliou positivamente a mudança, afirmando que a produção interna das refeições reduz riscos como a entrada de drogas e celulares na unidade e diminui a sobrecarga das equipes de segurança.
Já o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, afirmou que a retomada da produção interna de alimentos nas unidades prisionais era uma das metas da gestão, ressaltando a importância da integração entre instituições para viabilizar o projeto.
A Penitenciária Nelson Hungria abriga cerca de 2,6 mil pessoas privadas de liberdade.
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