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Novo motor espacial da NASA promete revolucionar viagens até Marte

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A NASA realizou testes com um novo tipo de propulsor de alta potência que pode ser utilizado em missões tripuladas a Marte e em outras explorações do Sistema Solar. O experimento ocorreu no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, onde foi avaliado um propulsor eletromagnético alimentado por vapor de lítio metálico.

O teste aconteceu em fevereiro de 2026 e marcou a primeira vez em anos que um sistema desse tipo foi acionado com níveis de potência superiores aos já registrados nos Estados Unidos. O protótipo apresentou desempenho acima dos propulsores elétricos atualmente utilizados pela agência, gerando dados que servirão de base para novas etapas de desenvolvimento.

Durante os experimentos, o equipamento passou por cinco ignições. Nesse processo, o eletrodo de tungstênio localizado no centro do propulsor atingiu temperaturas superiores a 2.800 graus Celsius, emitindo forte luminosidade. Os testes foram realizados em uma câmara de vácuo especializada, capaz de simular condições espaciais e suportar altos níveis de potência.

A tecnologia testada é conhecida como propulsão magnetoplasmadinâmica. Nesse sistema, correntes elétricas interagem com um campo magnético para acelerar plasma de lítio, gerando empuxo. Diferente dos motores químicos tradicionais, esse tipo de propulsão elétrica pode utilizar até 90% menos propelente, tornando-se mais eficiente para missões de longa duração.

O protótipo alcançou cerca de 120 quilowatts de potência, valor mais de 25 vezes superior ao dos propulsores usados atualmente na missão Psyche, considerada uma das mais avançadas da NASA nesse tipo de tecnologia. Esses motores elétricos produzem empuxo contínuo e gradual, permitindo que a nave atinja altas velocidades ao longo do tempo.

A equipe responsável pelo projeto pretende ampliar a capacidade do sistema para níveis entre 500 quilowatts e 1 megawatt por propulsor. Para missões tripuladas a Marte, seria necessário atingir entre 2 e 4 megawatts, o que exigiria o uso combinado de vários motores operando por mais de 23 mil horas.

Além do aumento de potência, um dos principais desafios apontados é garantir que os componentes resistam às temperaturas extremas durante longos períodos de operação. Quando plenamente desenvolvida, a tecnologia poderá reduzir a massa necessária para lançamento e permitir o transporte de cargas maiores em missões espaciais de longa distância.

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Gazeta de Varginha

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