Operação Chave Mestra: MPMG combate estelionato e fraude eletrônica em agências bancárias
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (GAECIBER), intensifica as investigações iniciadas nesta semana com a deflagração da Operação Chave Mestra. A ação conjunta visa desmantelar um sofisticado esquema de furtos mediante fraude eletrônica e estelionatos que vitimou uma instituição financeira e diversos correntistas na região Sul do estado. A força-tarefa, que integra membros do Ministério Público às Diretorias de Inteligência das Polícias Militar e Civil, contou com o apoio estratégico do GAECO Regional de Pouso Alegre e de militares do 20º Batalhão para o cumprimento de ordens judiciais em múltiplos municípios.
As diligências recentes concentraram-se no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados a oito investigados nas cidades de Pouso Alegre, São Sebastião da Bela Vista, Congonhal e Silvianópolis. O foco da operação é o núcleo operacional do grupo, formado por indivíduos que, aproveitando-se da condição de funcionários de agências bancárias, realizavam operações financeiras ilícitas. Segundo os levantamentos, os suspeitos contratavam empréstimos e pacotes de serviços sem qualquer autorização dos titulares das contas, priorizando vítimas idosas e em situação de vulnerabilidade, que possuíam maior dificuldade em monitorar movimentações digitais.
A investigação detalha que o principal objetivo das fraudes era simular o cumprimento de metas de um programa de fidelidade da própria instituição financeira. Ao inserir dados e indicações fictícias nos sistemas internos, os investigados garantiam o recebimento de bonificações financeiras indevidas, na modalidade de cashback, que eram desviadas diretamente para contas pessoais. Para garantir a longevidade do esquema e evitar denúncias imediatas, os envolvidos alteravam os dados cadastrais das vítimas, bloqueando os canais normais de comunicação entre o banco e o cliente, o que mascarava a identificação das irregularidades. Durante as ações de busca, as autoridades apreenderam doze aparelhos celulares, três notebooks, uma CPU, além de dispositivos de armazenamento como pen drives, cartões de memória e documentos diversos. Todo o material agora passa por um rigoroso processo de extração e análise de dados telemáticos e financeiros conduzido pela equipe técnica do MPMG. O processo segue sob sigilo de justiça para garantir a eficácia das próximas etapas, que buscam quantificar o montante exato do prejuízo e verificar se houve a participação de outros envolvidos na estrutura criminosa que operava na região.
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