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Operação Cianose: PF Investiga Desvios em Compra de Respiradores pelo Consórcio Nordeste

  • 1 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura
Operação Cianose: PF Investiga Desvios em Compra de Respiradores pelo Consórcio Nordeste
Divulgação
Nesta quinta-feira, 1º, a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Cianose, com o objetivo de recuperar valores desviados na aquisição de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19. A operação é um desdobramento das investigações sobre possíveis irregularidades na compra de equipamentos hospitalares.

Ao todo, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de sequestro de bens, expedidos pela Justiça Federal da Bahia. As ações ocorreram nos estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os crimes investigados estão delitos licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e organização criminosa.

PF Investiga Envolvimento de Ministro em Compra Irregular
Durante a investigação, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), foi mencionado em uma delação premiada. A Polícia Federal identificou indícios que o ligam a contratos irregulares no valor de R$ 48 milhões para a compra de respiradores no início da pandemia. Na época, Rui Costa era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste.

O contrato, assinado em abril de 2020, previa a compra de 300 respiradores importados da China, que seriam distribuídos entre os estados do Consórcio. Embora o pagamento tenha sido realizado antecipadamente, os equipamentos nunca foram entregues.

A empresária Cristiana Prestes Taddeo, da Hempcare, que participou do negócio, já devolveu R$ 10 milhões aos cofres públicos e firmou um acordo de delação premiada em 2022. Em seu depoimento, Cristiana apresentou extratos bancários à PF que ligam o ministro aos contratos. Ela também afirmou ter recebido “informações privilegiadas” para formular sua proposta ao governo.

Rui Costa nega as acusações, mas um ex-secretário de governo também mencionou seu nome, afirmando ter seguido ordens do ex-governador para fechar o negócio. O caso está em fase final de julgamento na Justiça Federal da Bahia.
Ffonte: Revista Oeste

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Gazeta de Varginha

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