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Operação DeepSWAP: Polícia Civil prende suspeitos de fraudes eletrônicas e bloqueia quase R$ 2 milhões

  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura
Operação DeepSWAP: Polícia Civil prende suspeitos de fraudes eletrônicas e bloqueia quase R$ 2 milhões
Divulgação/DeepSWAP: investigação revela rede com centenas de contas e chaves Pix usadas em golpes
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), a primeira fase da operação DeepSWAP, que investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos obtidos por meio de golpes aplicados em diferentes regiões do país.

A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás. Outros quatro investigados tiveram a prisão preventiva decretada e são considerados foragidos. Um deles estaria em Portugal, e a Polícia Civil solicitou a inclusão do nome do suspeito na Difusão Vermelha da Interpol.

Além das medidas cautelares pessoais, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que se aproximam de R$ 2 milhões. Até o momento, as investigações já identificaram patrimônio estimado em cerca de R$ 1 milhão, composto por imóveis e veículos vinculados aos investigados.

As apurações são conduzidas pela equipe de repressão a fraudes da Delegacia Regional de Frutal, no Triângulo Mineiro, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás.

O início das investigações ocorreu após o registro de uma ocorrência envolvendo um defensor público vítima de fraude eletrônica na modalidade conhecida como “SIM Swap”. Nesse tipo de golpe, criminosos transferem indevidamente a linha telefônica da vítima para outro chip, obtendo acesso a aplicativos, contas bancárias e sistemas de recuperação de senhas.

No caso apurado, os suspeitos assumiram o controle da linha telefônica da vítima, acessaram aplicativos financeiros e realizaram movimentações e compras não autorizadas, causando prejuízo estimado em R$ 70 mil.

De acordo com o delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior, responsável pelo inquérito, o aprofundamento das investigações revelou que o caso fazia parte de um esquema mais amplo de atuação criminosa.

Segundo ele, a partir da análise de dados financeiros, registros telemáticos e elementos de inteligência policial, foi possível identificar uma organização criminosa voltada à prática recorrente de fraudes eletrônicas contra vítimas de diferentes estados.

As investigações apontam que o grupo utilizava técnicas de clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas digitais e falsas promessas de investimentos para obter acesso a recursos financeiros das vítimas.

Ao todo, foram identificadas vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso, além de indícios de outros casos ainda em apuração. Até o momento, foram mapeadas 226 contas bancárias e cerca de 250 chaves Pix utilizadas pelo grupo criminoso para recebimento, pulverização e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que deve auxiliar na identificação de novos envolvidos e de ativos financeiros ainda não localizados.

A Polícia Civil estima que os prejuízos causados pela organização criminosa ultrapassem R$ 2 milhões, valor que poderá ser atualizado conforme o avanço das investigações.

Os trabalhos seguem em andamento para identificação de novas vítimas, localização dos foragidos e aprofundamento das apurações sobre a estrutura financeira e operacional do grupo.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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