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Operação Fluxo Oculto combate fraude e lavagem de dinheiro em cinco estados

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Operação Fluxo Oculto combate fraude e lavagem de dinheiro em cinco estados
Divulgação/Operação investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis
Operação mira infiltração do PCC no setor de combustíveis em cinco estados
Gaeco e Receita Federal investigam esquema bilionário de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis.

A ação ocorre nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o objetivo de desmontar um esquema de fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Segundo as investigações, o foco principal da operação está em seis fintechs suspeitas de atuarem como bancos paralelos para movimentação financeira do esquema criminoso.

As autoridades também apuram a adulteração de combustíveis com uso de solvente do tipo nafta petroquímica, desviada ilegalmente para distribuição em postos e terminais.

Operação é desdobramento da Carbono Oculto
A Operação Fluxo Oculto é uma nova fase da Operação Carbono Oculto, investigação que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, em instituições de pagamento e em empresas de investimentos.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, as fintechs investigadas teriam formado um núcleo financeiro utilizado para realizar compensações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento administrados pelo PCC.

As apurações apontam ainda que a facção utilizava empresas fantasmas para comercialização irregular de solventes e ocultação de recursos ilícitos.

Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio dos Gaecos e Ministérios Públicos de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Receita aponta movimentação de R$ 26 bilhões
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que a Receita Federal identificou movimentações financeiras de aproximadamente R$ 26 bilhões relacionadas ao esquema investigado.

Segundo ele, as autoridades também detectaram movimentações de cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro em espécie ligadas a algumas das fintechs investigadas.

“O início é a adulteração de combustível, sonegação fiscal na importação de nafta que, de fato, leva à identificação de uma movimentação de algo como R$ 1 bilhão em espécie pra algumas dessas fintechs, em uma movimentação total de 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos, o que acende o sinal de alerta nos órgãos de inteligência”, declarou.

Uso de criptomoedas também é investigado
As investigações identificaram ainda o uso de criptoativos em supostos esquemas de lavagem de dinheiro.

Segundo os órgãos de fiscalização, os ativos virtuais eram utilizados para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras ligadas ao grupo criminoso.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o alcance financeiro da organização.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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